UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
O Estreptococo Grupo B é um coco gram positivo beta hemolítico presente na flora intestinal de 1,6 a 36% das gestantes de forma transitória ou crônica. Com base nessa premissa, é recomendada idealmente a realização de exame para o seu rastreamento durante o pré-natal. Em relação a essa condição, é INCORRETO afirmar:
Rastreamento EGB: cultura vaginal/retal 35-37 sem; profilaxia intraparto se positivo, exceto cesariana eletiva com bolsa íntegra.
O rastreamento do EGB é crucial para prevenir infecção neonatal grave. A profilaxia intraparto com antibióticos reduz significativamente o risco de sepse precoce, sendo indicada em gestantes colonizadas ou com fatores de risco, mas não em cesarianas eletivas com membranas íntegras.
O Estreptococo Grupo B (EGB), ou Streptococcus agalactiae, é uma bactéria comum na flora intestinal e vaginal de gestantes, com prevalência variável. Sua importância clínica reside no risco de transmissão vertical para o recém-nascido, que pode desenvolver infecções graves como sepse neonatal precoce, meningite e pneumonia, com alta morbimortalidade. O rastreamento e a profilaxia adequados são pilares da assistência pré-natal para prevenir essas complicações. A fisiopatologia da infecção neonatal por EGB envolve a colonização do trato genital materno, com ascensão bacteriana durante o trabalho de parto ou ruptura de membranas, expondo o feto. O diagnóstico da colonização materna é feito por cultura de swab vaginal e retal entre 35 e 37 semanas de gestação. Fatores de risco adicionais para infecção neonatal incluem prematuridade, ruptura prolongada de membranas (>18h), febre intraparto e bacteriúria por EGB em qualquer momento da gestação. O tratamento consiste na antibioticoprofilaxia intraparto (API) com penicilina cristalina ou ampicilina, administrada pelo menos 4 horas antes do parto. A API é altamente eficaz na redução da transmissão vertical e da incidência de doença neonatal precoce por EGB. É fundamental que residentes compreendam as indicações e contraindicações da API, bem como a importância do rastreamento oportuno para garantir a segurança materno-fetal.
O rastreamento do EGB é realizado entre 35 e 37 semanas de gestação, através de cultura de swab vaginal e retal. Este período é ideal para prever a colonização no momento do parto.
Em caso de rastreamento positivo, a gestante deve receber antibioticoprofilaxia intraparto (API) com penicilina ou ampicilina. A API é crucial para reduzir o risco de transmissão vertical e infecção neonatal precoce.
Não, a profilaxia intraparto não é necessária em gestantes colonizadas que serão submetidas a cesariana eletiva com membranas amnióticas íntegras e sem trabalho de parto. Nesses casos, o risco de transmissão vertical é mínimo.
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