Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
A infecção neonatal pelo estreptococos do grupo B (EGB) é muito grave e pode determinar sepse precoce, sendo uma preocupação grande na gestação. Nesse contexto, é correto afirmar:
Portadora de EGB → Profilaxia intraparto (NÃO no pré-natal) para prevenir sepse neonatal.
O tratamento de portadoras de EGB no pré-natal não erradica a colonização até o parto; a profilaxia antibiótica deve ser intraparto para reduzir a transmissão vertical.
A infecção pelo Estreptococo do Grupo B (Streptococcus agalactiae) é a principal causa de sepse neonatal precoce. A colonização materna é dinâmica, por isso o tratamento durante o pré-natal não garante a ausência da bactéria no momento do parto. A estratégia de prevenção baseia-se na identificação de gestantes colonizadas no final do terceiro trimestre e na administração de antibióticos venosos durante o trabalho de parto, visando atingir níveis terapêuticos no líquido amniótico e no feto. É fundamental distinguir entre tratamento de infecção ativa (como infecção urinária por EGB, que deve ser tratada no momento do diagnóstico) e a profilaxia para colonização. A profilaxia intraparto reduz drasticamente a incidência de sepse neonatal de início precoce, mas não tem impacto na sepse de início tardio ou na taxa de prematuridade.
O rastreio universal deve ser realizado entre a 35ª e a 37ª semana de gestação através de cultura de swab retovaginal. Se o resultado for positivo, a profilaxia intraparto está indicada. Resultados positivos têm validade de 5 semanas; se o parto não ocorrer nesse período, o exame deve ser repetido conforme algumas diretrizes.
A profilaxia intraparto é indicada independentemente do swab em casos de: bacteriúria por EGB na gestação atual, recém-nascido anterior com sepse por EGB, ou quando o status é desconhecido e há fatores de risco como parto <37 semanas, ruptura de membranas >18h ou febre intraparto.
O padrão-ouro é a Penicilina G Cristalina (dose de ataque de 5 milhões UI, seguida de 2,5 a 3 milhões UI a cada 4 horas até o clampeamento do cordão). A Ampicilina é uma alternativa comum. Em pacientes alérgicas à penicilina, utiliza-se Cefazolina, Clindamicina ou Vancomicina, dependendo do risco de anafilaxia e sensibilidade.
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