AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
Uma gestante de 26 anos, G1P0, assintomática, realiza urocultura de rotina com 15 semanas de gestação, que detecta bacteriúria assintomática por Streptococcus agalactiae (105 UFC/mL). A gestante não apresenta comorbidades e tem boa evolução pré-natal. Assinale a alternativa que considera a conduta atual e a implicação dessa infecção para o momento do parto:
GBS na urina em qualquer título na gestação = Tratar agora + Profilaxia intraparto obrigatória.
A bacteriúria por GBS indica alta colonização materna e risco elevado de transmissão vertical, tornando desnecessária a triagem por swab no 3º trimestre.
O Streptococcus agalactiae (GBS) é o principal agente causador de sepse neonatal precoce. A triagem universal é realizada via swab retovaginal entre 35 e 37 semanas de gestação. No entanto, a detecção de GBS na urina em qualquer fase da gravidez é considerada um critério de exclusão da necessidade de swab, pois já confirma a colonização persistente e de alto inóculo. O manejo clínico exige duas frentes: o tratamento imediato da bacteriúria (para evitar complicações maternas como a pielonefrite e riscos obstétricos como o parto prematuro) e o planejamento da antibioticoprofilaxia intraparto (geralmente com Penicilina Cristalina ou Ampicilina) para reduzir a carga bacteriana no canal de parto e proteger o recém-nascido.
Sim. A presença de Streptococcus agalactiae na urina, em qualquer concentração (mesmo < 10^5 UFC/mL em algumas diretrizes, embora a questão cite 10^5), é marcador de colonização vaginal intensa. Isso classifica a gestante automaticamente como candidata à antibioticoprofilaxia intraparto, independentemente de culturas posteriores.
Sim, o tratamento da bacteriúria assintomática visa proteger a saúde materna (prevenir pielonefrite). Após o tratamento, deve-se realizar a urocultura de controle (teste de cura) e manter o rastreio mensal, mas isso não muda a indicação de profilaxia no parto.
Além da bacteriúria por GBS na gestação atual, a profilaxia é indicada se a gestante teve um filho anterior com doença neonatal por GBS, ou em situações de risco na ausência de swab (parto < 37 semanas, febre intraparto > 38°C ou ruptura de membranas > 18 horas).
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