HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
Mulher de 60 anos apresenta queixa de dispneia súbita há 3 horas associada a tosse seca esporádica. Como comorbidades, possui apenas neoplasia de mama em tratamento atualmente. Ao exame físico, encontra-se com pressão arterial 118 x 62 mmHg, frequência respiratória 20 irpm, frequência cardíaca 104 bpm, saturação periférica de oxigênio 86% em ar ambiente, com demais dados do exame físico normais. Radiografia de tórax encontra- -se sem alterações. Após confirmação da principal hipótese diagnóstica, o exame a ser solicitado para estratificação de risco é
TEP confirmado com instabilidade hemodinâmica ou sinais de disfunção VD → Ecocardiograma para estratificação de risco e prognóstico.
Em pacientes com Tromboembolismo Pulmonar (TEP) confirmado, especialmente naqueles com sinais de instabilidade hemodinâmica ou hipoxemia grave, o ecocardiograma transtorácico é crucial para avaliar a função do ventrículo direito. A presença de disfunção do VD é um marcador prognóstico importante e orienta a conduta terapêutica, indicando maior gravidade.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave que exige diagnóstico rápido e estratificação de risco precisa para guiar o tratamento. A suspeita clínica, baseada em sintomas como dispneia súbita, dor torácica e taquicardia, é crucial, especialmente em pacientes com fatores de risco como neoplasias, cirurgias recentes ou imobilização prolongada. A hipoxemia e a taquicardia são achados comuns, e a radiografia de tórax geralmente é normal ou inespecífica, servindo para excluir outros diagnósticos. Após a confirmação diagnóstica, geralmente por angiotomografia de tórax, a estratificação de risco é o próximo passo essencial. Ela visa identificar pacientes com maior risco de mortalidade e eventos adversos, que se beneficiarão de terapias mais agressivas. O ecocardiograma transtorácico desempenha um papel central nessa estratificação, permitindo a avaliação da função do ventrículo direito (VD). A disfunção do VD, evidenciada por dilatação, hipocinesia ou aumento da pressão sistólica da artéria pulmonar, é um forte preditor de mau prognóstico no TEP agudo. Pacientes com TEP e disfunção do VD, mas sem instabilidade hemodinâmica, são classificados como de risco intermediário e podem se beneficiar de estratégias de reperfusão. Aqueles com instabilidade hemodinâmica (TEP de alto risco) necessitam de trombólise sistêmica ou embolectomia. O manejo adequado do TEP, desde o diagnóstico até a estratificação e tratamento, é fundamental para reduzir a morbimortalidade e é um tópico recorrente em provas de residência médica.
Os principais sinais de gravidade incluem instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque), hipoxemia grave, taquicardia persistente e sinais de disfunção ventricular direita no exame físico ou exames complementares. A presença desses achados aponta para um TEP de alto risco.
O ecocardiograma é fundamental porque permite avaliar a presença e a gravidade da disfunção do ventrículo direito (VD), que é o principal determinante do prognóstico no TEP agudo. A sobrecarga e disfunção do VD indicam um TEP de risco intermediário a alto, orientando decisões terapêuticas como a trombólise.
O D-dímero é um exame de triagem, útil para excluir TEP em pacientes de baixa probabilidade pré-teste. Já o ecocardiograma é um exame de imagem utilizado após a suspeita ou confirmação do TEP para avaliar a repercussão hemodinâmica e a função cardíaca, auxiliando na estratificação de risco e prognóstico.
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