HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Na avaliação clínica de pacientes com tromboembolismo pulmonar (TEP), algumas definições são importantes para guiar o manejo. Sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.
TEP estável: classificar em risco intermediário/baixo com disfunção VD e troponina.
Pacientes com TEP estável hemodinamicamente ainda precisam de estratificação de risco para guiar o manejo. A presença de disfunção ventricular direita (VD) ou elevação de troponina indica um risco intermediário, enquanto a ausência desses fatores sugere baixo risco.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave que resulta da oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda. É uma causa significativa de morbimortalidade cardiovascular, e seu manejo adequado depende de uma estratificação de risco precisa para guiar as decisões terapêuticas, desde a anticoagulação até a trombólise. A avaliação clínica do TEP envolve o uso de escores de probabilidade pré-teste, como os critérios de Wells ou Geneva, para determinar a necessidade de investigação diagnóstica. Após o diagnóstico, a estratificação de risco é fundamental. Pacientes com TEP são classificados em alto risco (instabilidade hemodinâmica), intermediário (estáveis, mas com marcadores de pior prognóstico) e baixo risco (estáveis e sem marcadores de pior prognóstico). Dentro do grupo de pacientes hemodinamicamente estáveis, a presença de disfunção ventricular direita (avaliada por ecocardiograma ou angiotomografia) e/ou elevação de biomarcadores cardíacos como troponina ou BNP, classifica o paciente como de risco intermediário (alto ou baixo). Essa distinção é crucial, pois pacientes de risco intermediário-alto podem se beneficiar de estratégias mais agressivas, como monitoramento em UTI ou até mesmo trombólise em casos selecionados, enquanto pacientes de baixo risco podem ser tratados ambulatorialmente com anticoagulação.
A disfunção ventricular direita, causada pelo aumento da pós-carga pulmonar, é um marcador de pior prognóstico no TEP, indicando maior risco de descompensação hemodinâmica e mortalidade.
A elevação da troponina no TEP indica lesão miocárdica por isquemia ou sobrecarga do ventrículo direito, sendo um marcador de risco para eventos adversos e mortalidade.
As classificações dividem o TEP em alto, intermediário (alto e baixo) e baixo risco. Alto risco exige trombólise; intermediário pode necessitar de monitoramento intensivo e considerar trombólise se intermediário-alto; baixo risco geralmente é tratado com anticoagulação ambulatorial.
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