MedEvo Simulado — Prova 2025
Durante uma visita domiciliar de rotina, a equipe de Saúde da Família avalia a família "Silva", composta por 6 membros. A Sra. Ana, avó de 68 anos, é hipertensa, portadora de DPOC e está acamada, necessitando de cuidados integrais. Sua filha, Joana, 35 anos, é mãe de três filhos (com 8 anos, 5 anos e um recém-nascido de 2 meses), encontra-se desempregada e o pai das crianças está ausente. A residência, embora de alvenaria, possui apenas um cômodo para todos os moradores e utiliza fossa rudimentar, sem acesso à rede de esgoto. A família não possui renda fixa, dependendo de auxílios eventuais para subsistência. Com base em uma escala de estratificação de risco familiar amplamente utilizada na Atenção Primária à Saúde, que considera determinantes sociais e condições de saúde, estratifique o risco dessa família:
Risco familiar máximo = múltiplos fatores de vulnerabilidade social e saúde, como na família Silva (escore 10).
A estratificação de risco familiar na APS considera múltiplos fatores sociais, econômicos e de saúde. A presença de idosos acamados, crianças pequenas, desemprego, ausência de saneamento básico e moradia precária eleva significativamente o escore de risco, indicando necessidade de intervenção prioritária.
A estratificação de risco familiar é uma ferramenta essencial na Atenção Primária à Saúde (APS) para organizar o cuidado e priorizar as famílias que necessitam de maior atenção. Ela considera um conjunto de determinantes sociais, econômicos e de saúde que influenciam o processo saúde-doença. Essa abordagem holística permite à equipe de saúde da família compreender a complexidade do contexto em que vivem os indivíduos. Diversas escalas de estratificação são utilizadas, mas todas buscam identificar vulnerabilidades. Fatores como a presença de idosos acamados ou com múltiplas comorbidades, crianças menores de um ano ou recém-nascidos, gestantes de risco, desemprego, baixa renda, ausência de saneamento básico, moradia inadequada e número elevado de moradores por cômodo contribuem para um maior escore de risco. Uma família com múltiplos fatores de vulnerabilidade, como a família Silva, é classificada com risco máximo. Isso implica na necessidade de um plano de cuidados individualizado e intensivo, com visitas domiciliares mais frequentes, encaminhamentos para programas sociais e intersetoriais, e um acompanhamento mais próximo das condições de saúde de todos os membros, visando a promoção da saúde e a prevenção de agravos.
Os critérios incluem condições de moradia, saneamento, renda, composição familiar (crianças, idosos, gestantes), presença de doenças crônicas e acesso a serviços de saúde.
Ela permite identificar famílias em maior vulnerabilidade, priorizar intervenções, otimizar o uso de recursos e planejar ações de promoção e prevenção de saúde mais eficazes.
Moradias precárias, superlotação e falta de saneamento básico aumentam o risco de doenças infecciosas, respiratórias e acidentes, elevando o escore de risco da família.
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