HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
A avaliação clínica perioperatória é descrita como análise clínica que objetiva quantificar o risco de complicações clínicas perioperatórias. Essa avaliação deve ser baseada em variáveis clínicas e em resultados de exames subsidiários (quando indicados) e deve considerar os riscos de complicações cardíacas e não cardíacas.Manual do residente de clínica médica. Maria Helena Sampaio Favarato et al. 3.ª ed. - Santana de Parnaíba/SP: Manole, 2023.Considerando o texto acima apenas de caráter informativo sobre avaliação clínica perioperatória bem como sua importância e seus assuntos correlatos, julgue:São consideradas cirurgias de baixo risco de acordo com a European Society of Cardiology and European Society of Anesthesiology: mama, tireoide e ressecção transuretral prostática.
Mama, tireoide e RTUP = Baixo risco cirúrgico (<1% eventos cardíacos em 30 dias).
A estratificação de risco cirúrgico da ESC/ESA classifica procedimentos com base na probabilidade de eventos cardíacos adversos maiores (MACE), sendo o baixo risco definido por uma incidência <1%.
A avaliação perioperatória moderna foca na integração entre o risco intrínseco do procedimento e o risco clínico do paciente. As diretrizes da ESC/ESA de 2022 reforçam que procedimentos superficiais ou minimamente invasivos, como a tireoidectomia e a cirurgia de mama, possuem baixíssima taxa de eventos cardíacos adversos maiores (MACE). A correta identificação desses procedimentos permite uma gestão mais eficiente de recursos, evitando o 'overdiagnosis' e atrasos cirúrgicos por exames desnecessários. Além disso, a capacidade funcional do paciente (medida em METs) continua sendo um pilar central: se o paciente tolera >4 METs sem sintomas (como subir dois lances de escada), o risco é significativamente reduzido, independentemente do tipo de cirurgia.
São procedimentos com risco estimado de complicações cardíacas em 30 dias inferior a 1%. Exemplos clássicos incluem cirurgias de mama, procedimentos odontológicos, cirurgias oftalmológicas (como catarata), cirurgias reconstrutivas, cirurgias superficiais, tireoidectomia e ressecção transuretral da próstata (RTUP). O reconhecimento dessas categorias é fundamental para evitar a solicitação de exames subsidiários desnecessários em pacientes assintomáticos e com boa capacidade funcional.
Apesar de frequentemente realizada em pacientes idosos com múltiplas comorbidades, a ressecção transuretral da próstata (RTUP) é classificada como uma cirurgia de baixo risco (<1% de MACE) pelas diretrizes da European Society of Cardiology (ESC). Isso implica que, na ausência de sintomas cardiovasculares agudos ou baixa capacidade funcional extrema, a avaliação pré-operatória pode ser simplificada, focando no manejo clínico das doenças de base.
Para pacientes submetidos a cirurgias de baixo risco, geralmente não há indicação de exames cardiológicos adicionais (como testes de estresse ou ecocardiograma), a menos que o paciente apresente condições clínicas instáveis ou sintomas novos. A avaliação clínica inicial e a anamnese detalhada são suficientes para a maioria dos casos, priorizando a estabilidade das doenças crônicas pré-existentes e a otimização medicamentosa.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo