SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022
Mulher, 54 anos, IMC 31kg/m², comparece a uma segunda consulta ambulatorial, apresentando mais uma vez a pressão arterial elevada. Na primeira consulta apresentara aferição de PA 160 x 89 mmHg e na segunda 170 x 85 mmHg. Os exames de sangue descartam diabetes, dislipidemia e doença renal crônica. Sobre o caso apresentado, assinale a alternativa correta:
Hipertensão Estágio 2 + 1 FR (obesidade) = Risco cardiovascular moderado; Meta PA < 140/90 mmHg.
A estratificação do risco cardiovascular é fundamental no manejo da hipertensão. Para uma paciente com hipertensão estágio 2 e um fator de risco adicional (obesidade), sem outras comorbidades, o risco é considerado moderado, e a meta pressórica inicial é manter a pressão arterial sistólica abaixo de 140 mmHg e a diastólica abaixo de 90 mmHg.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. A correta classificação da HAS e a estratificação do risco cardiovascular são etapas cruciais para guiar o tratamento e definir as metas pressóricas. A classificação da HAS é baseada nos valores da pressão arterial, sendo o estágio 2 definido por PAS ≥ 160 mmHg ou PAD ≥ 100 mmHg. A estratificação do risco cardiovascular considera a presença de fatores de risco adicionais, como idade, sexo, tabagismo, dislipidemia, diabetes mellitus, obesidade, história familiar de doença cardiovascular precoce e evidências de lesão de órgão-alvo ou doença cardiovascular estabelecida. No caso apresentado, a paciente tem hipertensão estágio 2 e obesidade (IMC 31kg/m²) como fator de risco adicional, o que a classifica como de risco cardiovascular moderado, na ausência de outras comorbidades ou lesões de órgão-alvo. As metas pressóricas são individualizadas de acordo com o risco cardiovascular do paciente. Para pacientes com risco moderado, a meta é geralmente manter a pressão arterial sistólica abaixo de 140 mmHg e a diastólica abaixo de 90 mmHg. Metas mais rigorosas (<130/80 mmHg) são reservadas para pacientes de alto ou muito alto risco, como aqueles com diabetes, doença renal crônica ou doença cardiovascular estabelecida. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e, na maioria dos casos de hipertensão estágio 2, terapia farmacológica.
A hipertensão estágio 2 é definida por uma pressão arterial sistólica (PAS) ≥ 160 mmHg ou uma pressão arterial diastólica (PAD) ≥ 100 mmHg em aferições repetidas.
Fatores como idade, sexo, tabagismo, dislipidemia, diabetes mellitus, obesidade, história familiar de doença cardiovascular precoce e presença de lesão de órgão-alvo são considerados.
Para pacientes com risco cardiovascular moderado, a meta pressórica geralmente é manter a pressão arterial sistólica abaixo de 140 mmHg e a diastólica abaixo de 90 mmHg.
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