UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Paciente feminina, de 69 anos, procurou a Emergência por dor precordial iniciada há 5 horas. Relatou história de diabetes melito e hipertensão arterial, ambos com controle irregular. Ao exame físico, a pressão arterial era de 166/72 mmHg, a frequência cardíaca de 108 bpm, Killip II, sem outras alterações significativas. O eletrocardiograma (ECG) realizado por ocasião da admissão está reproduzido abaixo. O hospital com plantão de hemodinâmica pode ser acessado em aproximadamente 70 minutos. A estratégia com melhor expectativa de benefício para a paciente é
SCASST: angioplastia primária é preferível se tempo porta-balão < 120 min; trombólise se > 120 min.
Em pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (SCASST), a angioplastia primária é a estratégia de reperfusão preferencial se puder ser realizada em um tempo porta-balão aceitável (geralmente < 120 minutos). Se o tempo para angioplastia exceder esse limite, a trombólise farmacológica deve ser considerada. No caso, 70 minutos favorece a angioplastia primária.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (SCASST) é uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata para restaurar o fluxo sanguíneo e minimizar a área de necrose miocárdica. A escolha da estratégia de reperfusão é um dos pilares do manejo e depende crucialmente do tempo disponível para acesso à angioplastia primária, sendo um tópico de alta relevância em provas e na prática clínica. As duas principais estratégias de reperfusão são a angioplastia coronariana primária e a trombólise farmacológica. A angioplastia primária é o método preferencial, pois oferece taxas de sucesso mais elevadas, menor risco de sangramento intracraniano e melhores desfechos clínicos a longo prazo. No entanto, sua viabilidade depende da disponibilidade de um laboratório de hemodinâmica e da capacidade de realizar o procedimento dentro de um tempo porta-balão aceitável (geralmente < 90-120 minutos do primeiro contato médico). Quando a angioplastia primária não pode ser realizada dentro do tempo recomendado, a trombólise farmacológica se torna a alternativa, especialmente se administrada precocemente (idealmente dentro de 30 minutos da chegada ao hospital). A decisão entre as duas estratégias é complexa e deve considerar o tempo de isquemia, o risco de sangramento, a presença de contraindicações à trombólise e a estrutura hospitalar. A paciente do caso, com acesso à hemodinâmica em 70 minutos, se beneficia da angioplastia primária, que se enquadra na janela de tempo ideal.
A angioplastia primária é um procedimento mecânico que abre a artéria coronária ocluída com um balão e/ou stent, enquanto a trombólise é um tratamento farmacológico que dissolve o trombo. A angioplastia é geralmente mais eficaz e segura, mas depende da disponibilidade de um laboratório de hemodinâmica.
A angioplastia primária é a preferencial se o tempo porta-balão for inferior a 90 minutos (ou 120 minutos em algumas diretrizes). Se o tempo estimado para angioplastia exceder esses limites e não houver contraindicações, a trombólise deve ser considerada, idealmente dentro de 30 minutos da chegada ao hospital.
A classificação Killip avalia a gravidade da insuficiência cardíaca no infarto agudo do miocárdio. Killip I (sem sinais de IC), Killip II (estertores < 50% dos campos pulmonares, B3), Killip III (edema agudo de pulmão) e Killip IV (choque cardiogênico). É um importante preditor de mortalidade.
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