Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024
Na ventilação mecânica de pacientes portadores de Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), faz parte do que se denomina estratégia ventilatória protetora:
SDRA: Ventilação protetora inclui Volume Corrente < 6 mL/kg, Pressão de Platô < 30 cmH2O e Hipercapnia Permissiva.
A estratégia ventilatória protetora na SDRA visa minimizar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI). A hipercapnia permissiva é uma consequência aceitável dessa estratégia, onde se tolera um PCO2 elevado para manter volumes correntes e pressões de platô baixos, protegendo o pulmão.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma condição grave de insuficiência respiratória caracterizada por inflamação pulmonar difusa e aumento da permeabilidade capilar, levando a hipoxemia refratária. É uma causa comum de internação em UTI, com alta morbimortalidade, e seu manejo adequado é crucial para residentes. A estratégia ventilatória protetora na SDRA é fundamental para minimizar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI). Ela se baseia em princípios como o uso de volume corrente baixo (4-6 mL/kg de peso ideal), limitação da pressão de platô (< 30 cmH2O) e otimização da PEEP. Essas medidas visam reduzir o estresse e a deformação alveolar, prevenindo o barotrauma, volutrauma e atelectrauma. A hipercapnia permissiva é uma consequência aceitável dessa estratégia, onde se tolera um aumento do PaCO2 e uma acidose respiratória leve a moderada, desde que o pH arterial não caia abaixo de 7,20-7,25. O objetivo é priorizar a proteção pulmonar em detrimento da normocapnia, evitando pressões e volumes excessivos que poderiam agravar a lesão pulmonar. O manejo da SDRA exige um equilíbrio delicado entre oxigenação, ventilação e proteção pulmonar.
Os principais componentes são volume corrente baixo (< 6 mL/kg de peso ideal), pressão de platô limitada (< 30 cmH2O) e PEEP otimizada para manter o pulmão aberto e evitar colapso.
A hipercapnia permissiva é aceita para permitir o uso de volumes correntes e pressões mais baixas, reduzindo o risco de lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI) e priorizando a proteção alveolar.
O limite recomendado para a pressão de platô é < 30 cmH2O, visando evitar o sobredistensão alveolar e o barotrauma, que podem agravar a lesão pulmonar existente.
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