PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024
Sobre o tratamento da anemia em pacientes instáveis, assinale a alternativa CORRETA
Anemia instável: limiar Hb 7g/dL para transfusão em pacientes estáveis sem transfusão maciça.
Em pacientes com sangramento ou trauma, hemodinamicamente estáveis e que não necessitam de transfusão maciça, uma estratégia transfusional restritiva com limiar de hemoglobina de 7g/dL é geralmente recomendada, visando evitar os riscos associados à transfusão excessiva e melhorar desfechos.
A anemia aguda, especialmente em contextos de sangramento ou trauma, é uma condição crítica que exige manejo rápido e eficaz. A decisão de transfundir hemoderivados é complexa e deve considerar o estado hemodinâmico do paciente, a causa do sangramento e os riscos associados à transfusão. A compreensão dos limiares transfusionais é fundamental para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos. A fisiopatologia da anemia aguda envolve a perda de massa eritrocitária, resultando em diminuição da capacidade de transporte de oxigênio. Em pacientes instáveis, a prioridade é a estabilização hemodinâmica e o controle da fonte de sangramento. No entanto, em pacientes hemodinamicamente estáveis, uma estratégia transfusional mais restritiva tem se mostrado segura e eficaz, evitando os riscos de sobrecarga volêmica, reações transfusionais e imunomodulação. O tratamento da anemia em pacientes com sangramento ou trauma deve seguir diretrizes claras. Para pacientes estáveis que não necessitam de transfusão maciça, o limiar de hemoglobina de 7g/dL é amplamente aceito. A transfusão de cristaloides deve ser cautelosa, pois volumes excessivos podem piorar o prognóstico. Além disso, não há diferença significativa na mortalidade entre hemácias frescas e estocadas, o que desmistifica uma crença comum.
Em pacientes estáveis com sangramento ou trauma que não demandam transfusão maciça, o limiar de hemoglobina geralmente aceito para transfusão é de 7g/dL, seguindo uma estratégia restritiva.
Não, a infusão de volume superior a 1,5L de cristaloides em pacientes hemodinamicamente instáveis tem sido associada a desfechos piores, não à redução da mortalidade, devido a riscos como acidose e coagulopatia dilucional.
Não há evidências significativas que demonstrem diferença na mortalidade entre a transfusão de concentrados de hemácias frescos versus os congelados e estocados por até 42 dias, o que desmistifica uma crença comum.
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