Anemia Aguda: Limiares de Transfusão em Pacientes

PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

Sobre o tratamento da anemia em pacientes instáveis, assinale a alternativa CORRETA

Alternativas

  1. A) A análise da necessidade de transfusão de hemoderivados em pacientes com instabilidade hemodinâmica só deve ser feita após a avaliação da fonte de sangramento e a interrupção da hemorragia.
  2. B) A infusão de volume superior a 1,5L de cristaloides em paciente hemodinamicamente instável tem sido associada à redução da mortalidade.
  3. C) Os pacientes com sangramento ou trauma, estáveis, que não demandam transfusão maciça, podem se beneficiar de uma estratégia mais restritiva, mantendo um limiar de hemoglobina de 7g/dL.
  4. D) A relação entre a realização de transfusão de concentrados de hemácias frescos versus os congelados e estocados por até 42 dias, apresenta uma diferença significativa no que se refere à mortalidade.

Pérola Clínica

Anemia instável: limiar Hb 7g/dL para transfusão em pacientes estáveis sem transfusão maciça.

Resumo-Chave

Em pacientes com sangramento ou trauma, hemodinamicamente estáveis e que não necessitam de transfusão maciça, uma estratégia transfusional restritiva com limiar de hemoglobina de 7g/dL é geralmente recomendada, visando evitar os riscos associados à transfusão excessiva e melhorar desfechos.

Contexto Educacional

A anemia aguda, especialmente em contextos de sangramento ou trauma, é uma condição crítica que exige manejo rápido e eficaz. A decisão de transfundir hemoderivados é complexa e deve considerar o estado hemodinâmico do paciente, a causa do sangramento e os riscos associados à transfusão. A compreensão dos limiares transfusionais é fundamental para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos. A fisiopatologia da anemia aguda envolve a perda de massa eritrocitária, resultando em diminuição da capacidade de transporte de oxigênio. Em pacientes instáveis, a prioridade é a estabilização hemodinâmica e o controle da fonte de sangramento. No entanto, em pacientes hemodinamicamente estáveis, uma estratégia transfusional mais restritiva tem se mostrado segura e eficaz, evitando os riscos de sobrecarga volêmica, reações transfusionais e imunomodulação. O tratamento da anemia em pacientes com sangramento ou trauma deve seguir diretrizes claras. Para pacientes estáveis que não necessitam de transfusão maciça, o limiar de hemoglobina de 7g/dL é amplamente aceito. A transfusão de cristaloides deve ser cautelosa, pois volumes excessivos podem piorar o prognóstico. Além disso, não há diferença significativa na mortalidade entre hemácias frescas e estocadas, o que desmistifica uma crença comum.

Perguntas Frequentes

Qual o limiar de hemoglobina para transfusão em pacientes estáveis com sangramento?

Em pacientes estáveis com sangramento ou trauma que não demandam transfusão maciça, o limiar de hemoglobina geralmente aceito para transfusão é de 7g/dL, seguindo uma estratégia restritiva.

A infusão excessiva de cristaloides é benéfica em pacientes instáveis?

Não, a infusão de volume superior a 1,5L de cristaloides em pacientes hemodinamicamente instáveis tem sido associada a desfechos piores, não à redução da mortalidade, devido a riscos como acidose e coagulopatia dilucional.

Existe diferença na mortalidade entre hemácias frescas e estocadas?

Não há evidências significativas que demonstrem diferença na mortalidade entre a transfusão de concentrados de hemácias frescos versus os congelados e estocados por até 42 dias, o que desmistifica uma crença comum.

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