Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2017
A Estratégia Saúde da Família visa à organização da atenção básica. Considerando a atuação de uma Equipe de Saúde da Família (ESF), está INCORRETO:
ESF: máximo 4.000 pessoas (não famílias), ideal 2.000-3.500 pessoas, considerando vulnerabilidade.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) estabelece que cada ESF deve ser responsável por uma população de 2.000 a 3.500 pessoas, com média de 3.000 pessoas, e não famílias. O número máximo é de 4.000 pessoas, e a adscrição deve considerar o grau de vulnerabilidade do território.
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é o modelo prioritário para a organização da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, visando à integralidade e longitudinalidade do cuidado. Sua importância reside na capacidade de reorganizar o processo de trabalho em saúde, aproximando a equipe dos usuários e do território, o que impacta diretamente os indicadores de saúde da população. A adscrição de clientela é um princípio fundamental da ESF, que define a população sob responsabilidade de cada equipe. A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) estabelece diretrizes claras para essa adscrição, incluindo o número de pessoas e a consideração da vulnerabilidade social. O objetivo é garantir que a equipe conheça a realidade de sua área de atuação, planeje ações de acordo com as necessidades locais e promova a equidade no acesso aos serviços de saúde. É crucial para o residente compreender que a adscrição não é um número fixo, mas uma diretriz flexível que deve ser adaptada à realidade local. A consideração da vulnerabilidade social permite que equipes em áreas de maior necessidade atendam a um número menor de pessoas, dedicando mais tempo e recursos para abordar os determinantes sociais da saúde e promover um cuidado mais efetivo.
O número ideal de pessoas por ESF varia de 2.000 a 3.500, com uma média de 3.000 pessoas, conforme a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).
Quanto maior a vulnerabilidade social de um território, menor deve ser a quantidade de pessoas sob responsabilidade de cada ESF, para garantir uma atenção mais intensiva e equitativa.
A PNAB estabelece a adscrição por número de pessoas, e não por famílias, para definir a responsabilidade de cada ESF, embora o cuidado seja centrado na família.
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