SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2015
Jovem médico é convidado pela Prefeitura de cidade do interior da Bahia, com cerca de 50 mil habitantes para trabalhar na Unidade Básica de Saúde, UBS, em bairro pobre da zona urbana no Programa de Saúde da Família, PSF, dividindo todo o trabalho com outro colega. Segundo a proposta feita, o médico deverá atender, em regime de oito horas diárias, às terças-feiras, crianças de até 12 anos e mulheres; às quartas-feiras, pacientes hipertensos e diabéticos e, às quintas-feiras, homens, reservando as manhãs de segunda e sexta-feira para o atendimento domiciliar. Deverá trabalhar, também, em outra UBS no mesmo município, em zona rural. Cada uma dessas unidades manterá atendimento, inclusive com visita domiciliar, a cerca de 4000 pessoas com o médico coordenando sete agentes comunitários de saúde e três enfermeiros por equipe. Nesse contexto, identifique, nessa proposta, dois aspectos inadequados à organização do trabalho em uma UBS, prevista pelo SUS.
Agenda por grupos (ex: dia do hipertenso) → Prejudica o acesso e a longitudinalidade no PSF.
A organização do trabalho na Atenção Primária deve priorizar o acolhimento à demanda espontânea e o vínculo, evitando a fragmentação do cuidado por patologias ou ciclos de vida.
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é o modelo prioritário para a expansão e consolidação da atenção básica no Brasil. Seus fundamentos incluem a territorialização, o vínculo longitudinal e a coordenação do cuidado. Propostas de trabalho que engessam a agenda do médico em grupos específicos impedem que a unidade funcione como porta de entrada preferencial do sistema, pois um paciente que não se encaixa no 'grupo do dia' teria seu atendimento postergado inadequadamente.
Agendas que reservam dias exclusivos para grupos específicos (ex: apenas mulheres na terça) limitam o acesso de outros pacientes com necessidades agudas, ferindo o princípio do primeiro contato e da universalidade, além de fragmentar o cuidado integral.
Segundo a PNAB, a população adscrita por equipe de Saúde da Família deve ser de 2.000 a 3.500 pessoas. O número de 4.000 pessoas mencionado na questão está no limite superior ou acima do ideal para garantir a qualidade do vínculo e do acompanhamento.
É a necessidade de saúde apresentada pelo cidadão que procura a unidade sem agendamento prévio. Uma UBS adequada deve equilibrar o atendimento programado (consultas de rotina) com o acolhimento à demanda espontânea para garantir resolutividade.
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