SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2018
Dentre os principais resultados alcançados pela Estratégia Saúde da Família na última década referente à ampliação do acesso ao Sistema Único de Saúde e a melhoria da condição de vida da população brasileira, marque a alternativa INCORRETA:
ESF melhora acesso e indicadores de saúde, mas não tem impacto significativo direto na redução de dengue.
A Estratégia Saúde da Família (ESF) tem demonstrado grande impacto na melhoria de indicadores de saúde materno-infantil, doenças crônicas e saúde bucal. No entanto, a redução significativa dos casos de dengue é um desafio complexo que envolve múltiplos fatores (saneamento, controle vetorial, educação) e não é um resultado direto e exclusivo da atuação da ESF.
A Estratégia Saúde da Família (ESF) representa o modelo prioritário de organização da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, com o objetivo de reorientar o modelo assistencial. Desde sua implementação, a ESF tem demonstrado um impacto significativo na melhoria de diversos indicadores de saúde da população brasileira, consolidando-se como um pilar fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os resultados positivos atribuídos à ESF, destacam-se a diminuição da mortalidade infantil, o aumento do acesso e da qualidade do pré-natal, a melhoria do cuidado e controle de doenças crônicas como a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus, e avanços na saúde bucal, com redução do número de dentes cariados, perdidos ou obturados. Esses resultados refletem a capacidade da ESF de promover a longitudinalidade do cuidado, a integralidade e a coordenação da atenção. No entanto, é importante reconhecer que nem todos os desafios de saúde pública são resolvidos exclusivamente pela ESF. A redução significativa dos casos de dengue, por exemplo, é um problema complexo que exige ações intersetoriais abrangentes, incluindo saneamento básico, controle vetorial e educação ambiental em larga escala, que vão além das atribuições diretas da equipe de saúde da família. A ESF tem um papel na vigilância e educação, mas o controle epidemiológico da dengue demanda uma abordagem mais ampla.
A ESF tem sido associada à redução da mortalidade infantil, aumento da cobertura de pré-natal, melhor controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, e melhoria dos indicadores de saúde bucal, ampliando o acesso e a longitudinalidade do cuidado.
O controle da dengue depende fortemente de ações de saneamento básico, controle vetorial (combate ao mosquito Aedes aegypti), e mobilização comunitária em larga escala, que extrapolam as atribuições diretas e a capacidade de intervenção exclusiva da equipe de saúde da família.
A ESF contribui para o controle de doenças crônicas através do acompanhamento contínuo dos pacientes, educação em saúde, incentivo à adesão ao tratamento, monitoramento de parâmetros clínicos e encaminhamento para especialistas quando necessário, promovendo a prevenção de complicações.
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