IAMCSST: Estratégia Fármaco-Invasiva e Cateterismo Pós-Trombólise

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 55 anos, é admitido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) com forte dor precordial há 2 horas. Eletrocardiograma mostra supradesnível de segmento ST em parede anterior. É submetido à trombólise química com critérios de reperfusão. Segundo a estratégia fármaco-invasiva atualmente indicada, este paciente:

Alternativas

  1. A) deve ser submetido a cateterismo com vistas à possível intervenção coronária percutânea dentro de 3 a 24 horas após a trombólise bem-sucedida.
  2. B) deveria ter sido administrada metade da dose do trombolítico no atendimento pré-hospitalar e, em seguida, ter sido encaminhado para hospital de referência.
  3. C) deve ser submetido a cateterismo o quanto antes após a administração de trombólise, mesmo que a reperfusão química seja bem-sucedida.
  4. D) deve ser submetido a cateterismo com vistas à possível intervenção coronária percutânea após 48 horas da trombólise bem-sucedida.
  5. E) caso seja optado por cateterismo cardíaco, a trombólise intra-arterial está indicada.

Pérola Clínica

IAMCSST + trombólise bem-sucedida → Cateterismo/ICP em 3-24h (estratégia fármaco-invasiva).

Resumo-Chave

A estratégia fármaco-invasiva para IAMCSST com trombólise bem-sucedida preconiza o cateterismo cardíaco com possível intervenção coronária percutânea (ICP) em um período de 3 a 24 horas. Isso otimiza a reperfusão e previne eventos isquêmicos recorrentes, sendo superior à conduta conservadora.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiológica que exige reperfusão coronariana imediata para minimizar a área de necrose miocárdica. As principais estratégias de reperfusão são a Intervenção Coronária Percutânea (ICP) primária e a trombólise química. A escolha depende da disponibilidade e do tempo de acesso ao laboratório de hemodinâmica, sendo a ICP primária a preferencial quando realizada em tempo hábil (até 120 minutos do primeiro contato médico). Quando a ICP primária não é viável dentro do tempo recomendado, a trombólise química é a alternativa. Após a administração do trombolítico, é crucial avaliar os critérios de reperfusão. Se a trombólise for bem-sucedida, a estratégia fármaco-invasiva preconiza a realização de cateterismo cardíaco com vistas à ICP dentro de 3 a 24 horas. Essa abordagem permite identificar e tratar lesões residuais, otimizando o fluxo coronariano e melhorando o prognóstico a longo prazo, sendo superior à conduta conservadora. Em caso de falha da trombólise, o paciente deve ser encaminhado para cateterismo de resgate o mais rápido possível. A compreensão dessas estratégias é fundamental para o manejo adequado do IAMCSST, visando a redução da mortalidade e morbidade. Residentes devem dominar os tempos e indicações de cada abordagem para garantir a melhor assistência ao paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre estratégia fármaco-invasiva e primária no IAMCSST?

A estratégia primária é a angioplastia primária (ICP) direta. A fármaco-invasiva envolve trombólise inicial seguida de cateterismo em 3-24 horas se a trombólise for bem-sucedida, ou resgate se falha. Ambas visam a reperfusão coronariana.

Quando o cateterismo de resgate é indicado após trombólise?

O cateterismo de resgate é indicado quando há falha da trombólise, ou seja, ausência de critérios de reperfusão (clínicos, eletrocardiográficos) após 60-90 minutos da administração do trombolítico. Nesses casos, a ICP deve ser realizada o mais rápido possível.

Quais são os critérios de reperfusão bem-sucedida após trombólise?

Os critérios incluem alívio da dor precordial, redução do supradesnível de ST em mais de 50% na derivação com maior alteração, e/ou presença de arritmias de reperfusão (ex: ritmo idioventricular acelerado).

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