CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Qual é mais provavelmente o tipo de estrabismo em um paciente que apresenta teste de dução passiva normal e teste de força gerada com ausência de força muscular?
Dução passiva normal + Força gerada ausente = Estrabismo Paralítico Não Restritivo.
O teste de dução passiva diferencia causas mecânicas (restritivas) de neurológicas (paralíticas). A ausência de força gerada confirma a falha na contração muscular por denervação.
A avaliação da motilidade ocular extrínseca exige a distinção clara entre déficits de força (paralisias) e impedimentos físicos (restrições). O teste de dução passiva é a ferramenta padrão-ouro para essa diferenciação: se o olho não se move passivamente, há restrição. Se o olho se move passivamente, mas não ativamente, e o teste de força gerada é nulo, confirma-se a paralisia. Clinicamente, essa distinção é vital para a conduta. Casos restritivos podem exigir descompressão orbital ou liberação de tecidos, enquanto casos paralíticos focam na investigação neurológica da etiologia da paralisia do par craniano envolvido (III, IV ou VI pares).
Um teste de dução passiva normal indica que não há impedimento mecânico ou físico (como fibrose, aderências ou encarceramento muscular) que impeça o movimento do globo ocular. Isso sugere que a limitação do movimento observada clinicamente decorre de uma falha na sinalização nervosa ou na contratilidade muscular, e não de uma barreira física externa ao músculo.
O teste de força gerada é realizado solicitando que o paciente tente mover o olho na direção do campo de ação do músculo suspeito de paralisia, enquanto o examinador estabiliza o olho com uma pinça. Se o examinador sentir a 'tração' ou força do músculo tentando contrair, a paralisia é incompleta ou ausente. A ausência total de força confirma a paralisia completa do nervo ou músculo correspondente.
No estrabismo paralítico, o problema é a falta de inervação (ex: paralisia do VI par), resultando em força gerada ausente e dução passiva normal. No estrabismo restritivo, o problema é um travamento mecânico (ex: Oftalmopatia de Graves ou fratura de assoalho de órbita), resultando em dução passiva positiva (resistência ao movimento) e força gerada geralmente preservada.
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