HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
A maioria dos pacientes com Doença do Nó Sinusal apresenta condução atrioventricular preservada. Sendo correto que:
Estimulação crônica do VD → dissincronia ventricular, remodelamento, ↓ FEVE e insuficiência mitral funcional.
A estimulação ventricular direita (VD) prolongada pode levar a consequências deletérias devido à ativação não fisiológica do ventrículo, resultando em dissincronia ventricular, remodelamento cardíaco adverso, redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) e desenvolvimento ou agravamento de insuficiência mitral funcional. Isso é um ponto crítico na escolha do modo de estimulação em pacientes com marcapasso.
A Doença do Nó Sinusal é uma condição comum que afeta a capacidade do coração de gerar impulsos elétricos adequados, resultando em bradicardia sinusal, pausas sinusais ou bloqueio sinoatrial. Embora a condução atrioventricular possa estar preservada, muitos pacientes necessitam de implante de marcapasso para controlar os sintomas. A escolha do modo de estimulação é crucial para evitar complicações a longo prazo. A estimulação ventricular direita (VD), especialmente a apical, tem sido associada a consequências fisiológicas negativas significativas. A ativação não fisiológica do ventrículo esquerdo (VE) a partir do VD causa dissincronia ventricular, que é a contração descoordenada das paredes ventriculares. Essa dissincronia leva a um remodelamento cardíaco adverso, com dilatação do VE e redução progressiva da fração de ejeção do VE (FEVE), podendo evoluir para uma cardiomiopatia induzida por marcapasso. Além disso, a alteração da geometria ventricular pode agravar ou induzir insuficiência mitral funcional. Para mitigar esses efeitos, estratégias como a estimulação fisiológica (ex: estimulação do feixe de His ou do ramo esquerdo) ou a estimulação biventricular são consideradas em pacientes com alta porcentagem de estimulação ventricular prevista. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam os riscos associados à estimulação ventricular direita prolongada para otimizar o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes com bradiarritmias.
A estimulação ventricular direita crônica pode levar à dissincronia ventricular, remodelamento cardíaco adverso, redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo e insuficiência mitral funcional.
A ativação não fisiológica do ventrículo direito, que ocorre na estimulação apical, altera a sequência de contração ventricular, causando dissincronia e sobrecarga mecânica que levam ao remodelamento adverso.
A dissincronia ventricular resultante da estimulação do VD compromete a eficiência da contração do VE, levando à sua dilatação e redução da fração de ejeção, caracterizando uma cardiomiopatia induzida por marcapasso.
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