Estertores Pulmonares Grossos: Identificação na Ausculta

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015

Enunciado

Durante a aula, um aluno descreveu os seguintes achados de um paciente da enfermaria: Inspeção torácica normal. Palpação e percussão normais. Ausculta com murmúrio vesicular presente e simétrico e, nas bases pulmonares, sons pulmonares não musicais, explosivos, de curta duração e audÍveis desde o início da inspiração, também presentes na expiração. O professor sugeriu que o aluno auscultase a boca do paciente enquanto este respirava e notou que os ruídos eram transmitidos para a boca. O paciente tossiu e escarrou duas vezes. Novamente, o professor sugeriu repetição da ausculta pulmonar. O aluno referiu que os ruídos desapareceram. Sobre esses achados, é CORRETO afirmar que o aluno auscultou:

Alternativas

  1. A) estertores pulmonares finos.
  2. B) sibilos inspiratórios e expiratórios.
  3. C) roncos pulmonares.
  4. D) estertores pulmonares grossos.
  5. E) sons brônquicos.

Pérola Clínica

Estertores grossos = sons explosivos, não musicais, audíveis na inspiração/expiração, transmitidos à boca e que desaparecem após tosse.

Resumo-Chave

Estertores grossos (ou roncos, se mais musicais e de baixa frequência) são ruídos adventícios causados pela passagem de ar através de vias aéreas com secreções espessas ou estreitamento. Sua característica de serem transmitidos à boca e desaparecerem após a tosse indica que são originados em vias aéreas maiores e são modificáveis pela mobilização de secreções.

Contexto Educacional

A ausculta pulmonar é uma ferramenta diagnóstica fundamental na semiologia respiratória, permitindo a identificação de ruídos adventícios que auxiliam no diagnóstico de diversas patologias. Os estertores pulmonares grossos, também conhecidos como roncos quando mais musicais, são sons que indicam a presença de secreções ou estreitamento nas vias aéreas de médio e grande calibre. Sua correta identificação é crucial para a avaliação clínica. A fisiopatologia dos estertores grossos está relacionada à passagem do ar por vias aéreas que contêm secreções espessas ou que estão parcialmente obstruídas. O movimento do ar através dessas secreções ou o colabamento e reabertura das paredes brônquicas geram os sons característicos. A transmissão dos ruídos para a boca e o desaparecimento após a tosse são sinais clássicos de que a origem é em vias aéreas maiores e que as secreções foram mobilizadas. O diagnóstico diferencial dos ruídos adventícios é essencial. Estertores grossos são comumente encontrados em condições como bronquite crônica, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e bronquiectasias. O tratamento visa a causa subjacente e a mobilização das secreções, como fisioterapia respiratória e broncodilatadores. A capacidade de distinguir esses sons é uma habilidade prática indispensável para o residente.

Perguntas Frequentes

Quais as características dos estertores pulmonares grossos na ausculta?

Os estertores grossos são sons não musicais, explosivos, de curta duração, audíveis tanto na inspiração quanto na expiração. Eles são de baixa frequência e podem ser transmitidos à boca, além de desaparecerem ou modificarem-se após a tosse.

Qual a principal causa dos estertores pulmonares grossos?

A principal causa é a presença de secreções espessas nas vias aéreas de médio e grande calibre, que se movem com o fluxo de ar, gerando os ruídos. Podem ser encontrados em bronquites, DPOC, bronquiectasias e pneumonia em resolução.

Como diferenciar estertores grossos de estertores finos?

Estertores grossos são mais graves, audíveis em ambas as fases da respiração, e se modificam com a tosse. Estertores finos são mais agudos, de alta frequência, geralmente audíveis apenas no final da inspiração e não se alteram com a tosse, indicando abertura de alvéolos ou pequenas vias aéreas.

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