IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
Paciente de 35 anos solicita a seu médico contracepção definitiva com esterilização cirúrgica. Dentre as opções possíveis, a que apresenta o pior prognóstico em tentativa futura de restauração da fertilidade é:
Esterilização histeroscópica com implante intratubário → pior prognóstico de reversão da fertilidade.
A esterilização histeroscópica, como o método Essure, envolve a colocação de implantes que induzem fibrose e oclusão tubária. Essa reação inflamatória intensa e a natureza dos implantes tornam a reversão cirúrgica extremamente difícil e com baixíssimas taxas de sucesso, ao contrário de outras técnicas de laqueadura.
A contracepção definitiva é uma escolha importante para mulheres que não desejam mais ter filhos. As opções incluem laqueadura tubária por diversas técnicas (laparotômica, laparoscópica, Pomeroy, etc.) e a esterilização histeroscópica com implantes intratubários. A vasectomia é a opção masculina. A escolha do método deve considerar não apenas a eficácia contraceptiva, mas também a possibilidade e o prognóstico de uma eventual reversão, embora seja um método definitivo. A esterilização histeroscópica, como o antigo sistema Essure, envolve a inserção de micro-implantes nas tubas uterinas, que induzem uma reação inflamatória local levando à oclusão tubária por fibrose. Embora seja um método minimamente invasivo e eficaz, a natureza da oclusão tubária por fibrose extensa e a dificuldade de remover os implantes tornam a reversão cirúrgica extremamente complexa e com taxas de sucesso muito baixas, sendo considerada praticamente irreversível. Em contraste, técnicas como a laqueadura de Pomeroy ou por via laparoscópica, que envolvem a secção e ligadura da tuba, podem ter um prognóstico um pouco melhor para reversão, dependendo da extensão do dano tubário e do comprimento de tuba remanescente. A vasectomia, por sua vez, tem taxas de reversão mais elevadas e com melhores resultados de gravidez em comparação com a maioria das técnicas de laqueadura feminina. É crucial que a paciente esteja bem informada sobre a irreversibilidade potencial de cada método antes da decisão.
Os principais métodos incluem a laqueadura tubária por via laparotômica ou laparoscópica (com diversas técnicas como Pomeroy, fimbriectomia) e a esterilização histeroscópica com implantes intratubários.
A esterilização histeroscópica utiliza implantes que induzem uma reação inflamatória intensa e fibrose extensa nas tubas uterinas, levando à oclusão permanente. A remoção dos implantes e a reconstrução tubária são extremamente difíceis e com baixíssimas taxas de sucesso.
O sucesso da reversão depende da técnica de laqueadura original, do comprimento e da saúde do segmento tubário remanescente, da idade da mulher, da causa da infertilidade prévia e da experiência do cirurgião.
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