Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Na esteroidogênese ovariana, assinale a alternativa que contém a associação correta:
Teoria 2 células/2 gonadotrofinas: LH → Teca (produz androgênios); FSH → Granulosa (converte androgênios em estrogênios via aromatase).
A produção de estrogênio no folículo ovariano depende da cooperação entre as células da teca e da granulosa. O LH estimula as células da teca a produzir androgênios, que se difundem para as células da granulosa. Lá, o FSH estimula a enzima aromatase, que converte esses androgênios em estrogênios.
A esteroidogênese ovariana, processo de produção de hormônios esteroides pelo ovário, é elegantemente explicada pela teoria das 'duas células, duas gonadotrofinas'. Este modelo descreve a cooperação funcional entre as células da teca e as células da granulosa, sob o controle das gonadotrofinas hipofisárias, LH (Hormônio Luteinizante) e FSH (Hormônio Folículo-Estimulante), para produzir estrogênio. As células da teca, localizadas na camada externa do folículo ovariano, possuem receptores para o LH. Sob o estímulo do LH, essas células captam colesterol e o convertem em androgênios, principalmente androstenediona e testosterona. No entanto, as células da teca não possuem a enzima aromatase, sendo incapazes de converter esses androgênios em estrogênios. Os androgênios produzidos na teca difundem-se para a camada adjacente, as células da granulosa. Estas células possuem receptores para o FSH. O FSH estimula potentemente a atividade da enzima aromatase (CYP19A1) nas células da granulosa. A aromatase, então, converte os androgênios provenientes da teca em estrogênios, principalmente o estradiol. Portanto, a produção de estradiol é um processo sinérgico que requer a ação do LH na teca e do FSH na granulosa, validando a associação correta: FSH - granulosa - aromatase.
O LH se liga aos seus receptores nas células da teca e estimula a captação de colesterol e sua conversão em androgênios (principalmente androstenediona e testosterona) através da ativação de enzimas como a P450scc e a 17α-hidroxilase.
O FSH se liga aos receptores nas células da granulosa, estimulando a atividade da enzima aromatase. Essa enzima é crucial para converter os androgênios, produzidos pelas células da teca sob estímulo do LH, em estrogênios (principalmente estradiol).
Na SOP, há um aumento da frequência de pulsos do GnRH, que favorece a secreção de LH em detrimento do FSH. O excesso de LH superestimula as células da teca, levando a uma produção excessiva de androgênios (hiperandrogenismo). A deficiência relativa de FSH resulta em aromatização inadequada, contribuindo para a anovulação crônica.
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