UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Bárbara, 20 anos, está com tosse improdutiva persistente e dispneia aos esforços moderados (subir escadas, por exemplo). Tem sensação de "peito cheio" de escarro, mas não há eliminação efetiva do catarro. Esteve internada na UTI há 30 dias para tratar broncopneumonia grave, tendo sido necessário três dias de entubação orotraqueal. Assinale a alternativa CORRETA.
Tosse/dispneia pós-intubação → Suspeitar estenose traqueal → Fibrobroncoscopia para diagnóstico e grau.
A história de intubação orotraqueal prolongada, seguida de tosse persistente e dispneia, sugere estenose traqueal pós-intubação. A fibrobroncoscopia é o exame padrão-ouro para avaliar diretamente a via aérea, identificar a estenose, determinar sua localização, extensão e grau, sendo fundamental para o planejamento terapêutico.
A estenose traqueal pós-intubação é uma complicação potencialmente grave da ventilação mecânica prolongada ou de intubações traumáticas. Ela se desenvolve devido à lesão isquêmica e inflamatória da mucosa traqueal, geralmente na altura do cuff do tubo orotraqueal ou na região da traqueostomia, levando à formação de tecido de granulação e posterior fibrose e estreitamento do lúmen traqueal. Os sintomas geralmente surgem semanas a meses após a extubação e incluem dispneia progressiva (inicialmente aos esforços, podendo evoluir para dispneia de repouso), tosse persistente, estridor inspiratório (quando a estenose é grave) e sibilância. A história de intubação prévia é um fator de risco crucial. O diagnóstico diferencial inclui asma, DPOC e outras causas de obstrução de via aérea. A fibrobroncoscopia é o método diagnóstico de escolha, pois permite a visualização direta da estenose, sua localização, extensão, grau de obstrução e características da mucosa. É fundamental para o planejamento terapêutico, que pode variar desde dilatações endoscópicas até ressecção cirúrgica da traqueia. Outros exames como a tomografia computadorizada de tórax com reconstrução de via aérea também são úteis para avaliar a extensão extraluminal.
Os sintomas de estenose traqueal pós-intubação incluem dispneia progressiva (inicialmente aos esforços), tosse persistente, estridor (em casos mais avançados), sibilância e sensação de "peito cheio", que podem ser confundidos com outras doenças respiratórias.
A fibrobroncoscopia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico da estenose traqueal, pois permite a visualização direta da via aérea, avaliação da mucosa, localização, extensão e grau da estenose, além de possibilitar biópsias e intervenções terapêuticas.
A estenose traqueal pós-intubação é causada principalmente por trauma da mucosa traqueal devido à pressão excessiva do cuff do tubo orotraqueal, intubação prolongada, movimentos do tubo, infecção secundária ou reações inflamatórias individuais.
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