HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022
Um homem de 28 anos com antecedente de intubação traqueal prolongada após politraumatismo. Procura o Pronto Socorro com dispneia. Exame físico: consciente, orientado, apresentando cornagem e SatO₂ = 90% em ar ambiente. O diagnóstico clínico na sala de emergência é de estenose de traqueia pós-intubação.Nesse caso, é CORRETO afirmar que a sequência do atendimento inicial, deve ser de:
Estenose traqueal pós-intubação com cornagem e hipoxemia → Oxigênio, corticoide e broncoscopia rígida para dilatação.
A estenose traqueal pós-intubação é uma complicação grave que pode levar à obstrução da via aérea. O manejo inicial foca na estabilização respiratória com oxigênio e redução do edema com corticoides, enquanto a broncoscopia rígida é essencial para avaliação e dilatação, evitando manobras que possam piorar a obstrução.
A estenose traqueal pós-intubação é uma complicação potencialmente fatal, resultante de trauma isquêmico da mucosa traqueal causado pelo cuff do tubo endotraqueal ou pela ponta do tubo. É mais comum após intubações prolongadas, mas pode ocorrer mesmo em intubações de curta duração. A incidência varia, mas é uma causa significativa de morbimortalidade em pacientes que necessitaram de suporte ventilatório. O reconhecimento precoce dos sintomas, como dispneia e cornagem, é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a formação de tecido de granulação e fibrose na área de lesão, levando ao estreitamento progressivo da luz traqueal. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e confirmado por exames de imagem como a tomografia computadorizada de tórax e, principalmente, por broncoscopia. A suspeita deve surgir em qualquer paciente com história de intubação prévia que desenvolva sintomas respiratórios obstrutivos. O tratamento inicial em emergência visa estabilizar o paciente e garantir a patência da via aérea. Oxigenoterapia e corticoides sistêmicos são usados para reduzir o edema. A broncoscopia rígida é frequentemente a primeira linha de tratamento definitivo, permitindo a dilatação da estenose. Em casos refratários ou graves, pode ser necessária a ressecção traqueal e anastomose, ou a colocação de stent. A intubação orotraqueal deve ser evitada se possível, pois pode agravar a obstrução.
Os sinais incluem dispneia progressiva, estridor ou cornagem, tosse persistente e dificuldade na extubação ou reintubação. A história de intubação prolongada é um fator de risco importante.
A broncoscopia rígida é crucial para a avaliação precisa da extensão e gravidade da estenose, permitindo também a dilatação e, em alguns casos, a ressecção da área estenótica, restaurando a patência da via aérea.
Tentar intubar uma via aérea já estenótica pode causar trauma adicional, edema e obstrução completa, tornando a ventilação impossível. Prioriza-se a estabilização e abordagens como broncoscopia rígida ou via aérea cirúrgica.
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