UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 55 anos apresenta estenose traqueal no terço proximal da traqueia, de 2,5 cm de extensão, comprometendo 50% da luz e mucosa normal. A melhor conduta é:
Estenose traqueal curta (< 4-5 cm) + mucosa normal → Ressecção e anastomose término-terminal.
A traqueoplastia término-terminal é o tratamento padrão-ouro para estenoses traqueais benignas localizadas e curtas em pacientes com boas condições clínicas.
A estenose traqueal pós-intubação resulta de um processo de cicatrização fibrótica após isquemia da mucosa. O manejo cirúrgico exige avaliação precisa da extensão da lesão por tomografia computadorizada e broncoscopia. A traqueoplastia término-terminal envolve a ressecção do anel traqueal estenótico e a aproximação dos bordos saudáveis. O sucesso da cirurgia depende da ausência de tensão na linha de sutura, preservação da vascularização lateral da traqueia e controle de infecções locais. Em casos de estenoses proximais, manobras de liberação laríngea podem ser necessárias para reduzir a tensão.
É indicada para estenoses traqueais benignas, geralmente com extensão de até 4-5 cm (em adultos), onde é possível realizar a ressecção do segmento doente e uma anastomose sem tensão excessiva.
Órteses (silicone ou metálicas) são reservadas para pacientes sem condições cirúrgicas, estenoses muito extensas que impedem a anastomose primária ou como ponte para cirurgia em casos inflamatórios agudos.
A causa mais comum é a lesão isquêmica da mucosa traqueal causada pela pressão excessiva do balonete (cuff) de tubos orotraqueais ou cânulas de traqueostomia durante ventilação mecânica prolongada.
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