UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Mulher, 32 anos, vem ao ambulatório com tubo T devido estenose traqueal. Refere que está com esta órtese há 7 meses. Durante investigação complementar é realizada uma broncoscopia que evidencia estenose fixa, compreendendo 1º e 2º anéis traqueais sem processo inflamatório local. Qual a conduta mais adequada?
Estenose traqueal fixa sem inflamação → traqueoplastia é a conduta definitiva.
Em pacientes com estenose traqueal fixa e sem sinais de inflamação ativa, a traqueoplastia (ressecção e anastomose) é o tratamento curativo de escolha, visando restaurar a patência da via aérea de forma duradoura, ao contrário da troca de tubo T que é paliativa.
A estenose traqueal é uma condição caracterizada pelo estreitamento da traqueia, que pode ser congênita ou adquirida, sendo a causa mais comum a intubação orotraqueal prolongada ou traqueostomia. Sua importância clínica reside no potencial de obstrução grave da via aérea, levando a dispneia e insuficiência respiratória, o que exige um diagnóstico e manejo precisos. O diagnóstico é frequentemente suspeitado por sintomas como estridor e dispneia, e confirmado por broncoscopia, que permite visualizar a extensão, localização e características da estenose (fixa ou dinâmica, inflamatória ou cicatricial). A fisiopatologia envolve a formação de tecido de granulação ou fibrose no local da lesão, resultando em um anel estenótico que compromete o fluxo aéreo. O tratamento da estenose traqueal depende de suas características. Estenoses fixas e sem inflamação ativa, especialmente as curtas, são idealmente tratadas com traqueoplastia (ressecção e anastomose traqueal), que oferece a melhor chance de cura. Outras opções incluem dilatação endoscópica, laserterapia ou colocação de stents, geralmente reservadas para casos selecionados ou como ponte para cirurgia definitiva. O manejo adequado é crucial para evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Sinais incluem dispneia progressiva, estridor, tosse e dificuldade na extubação. A broncoscopia é essencial para avaliar a localização, extensão e características da estenose.
A traqueoplastia, que envolve a ressecção do segmento estenótico e anastomose, é o tratamento curativo que restaura a anatomia e função da traqueia, oferecendo uma solução definitiva em contraste com métodos paliativos.
As complicações incluem dispneia grave, infecções respiratórias recorrentes, insuficiência respiratória e, em casos extremos, óbito por obstrução da via aérea.
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