Estenose Pilórica por Úlcera: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um paciente do sexo masculino, 45 anos, apresenta-se com queixas de dor abdominal epigástrica recorrente, principalmente após as refeições. Os sintomas incluem náuseas, vômitos pós-prandiais e sensação de plenitude gástrica. A endoscopia digestiva alta revela uma úlcera duodenal ativa, com presença de cicatrizes no piloro. O paciente não responde ao tratamento clinico convencional e continua a apresentar sintomas, apesar do uso de inibidores de bomba de prótons. Com base no caso hipotético, analise as proposições abaixo.I. Asserção: a principal indicação cirúrgica para o tratamento da úlcera duodenal nesse caso é a síndrome de estenose pilórica.II. Razão: a presença de cicatrizes no piloro pode levar à obstrução da saída gástrica, causando sintomas de estenose pilórica, o que muitas vezes requer intervenção cirúrgica para alivio dos sintomas. Com base na asserção e na razão acima, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) ambas são verdadeiras, e a razão é uma explicação correta da asserção.
  2. B) ambas são verdadeiras, mas a razão não é uma explicação correta da asserção.
  3. C) a asserção é verdadeira, mas a razão é falsa.
  4. D) a asserção é falsa, mas a razão é verdadeira.
  5. E) ambas são falsas.

Pérola Clínica

Úlcera duodenal com cicatrizes pilóricas e sintomas obstrutivos → Estenose pilórica = indicação cirúrgica.

Resumo-Chave

A estenose pilórica é uma complicação grave da doença ulcerosa péptica crônica, caracterizada por obstrução da saída gástrica devido a edema, inflamação ou fibrose cicatricial no piloro. Quando refratária ao tratamento clínico, a intervenção cirúrgica é necessária para restaurar o fluxo gástrico.

Contexto Educacional

A estenose pilórica é uma complicação grave da doença ulcerosa péptica, especialmente úlceras duodenais crônicas. Caracteriza-se pelo estreitamento do piloro, a porção final do estômago que se conecta ao duodeno, impedindo o esvaziamento gástrico adequado. Embora a incidência tenha diminuído com o advento dos inibidores de bomba de prótons (IBP) e o tratamento da infecção por Helicobacter pylori, ainda é uma condição relevante na prática clínica, especialmente em pacientes com úlceras de longa data ou refratárias. A fisiopatologia envolve um ciclo de inflamação, edema e fibrose cicatricial no piloro ou duodeno proximal, resultando em obstrução mecânica. Os sintomas clássicos incluem dor epigástrica, náuseas, vômitos pós-prandiais (muitas vezes com alimentos ingeridos horas antes), saciedade precoce e perda de peso. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que revela o estreitamento pilórico e a presença de úlceras ou cicatrizes. Testes de esvaziamento gástrico e exames contrastados podem complementar a avaliação. O tratamento inicial pode ser clínico, com IBP e dilatação endoscópica. No entanto, em casos de estenose pilórica refratária, fibrose extensa ou falha da dilatação, a intervenção cirúrgica torna-se necessária. As opções cirúrgicas incluem piloroplastia, gastrectomia com reconstrução (Billroth I ou II) ou vagotomia associada a um procedimento de drenagem, visando restaurar a permeabilidade da saída gástrica e aliviar os sintomas obstrutivos. A escolha da técnica depende da extensão da doença e da experiência do cirurgião.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sintomas da estenose pilórica?

Os sintomas incluem dor epigástrica pós-prandial, náuseas, vômitos de alimentos não digeridos (muitas vezes tardios), saciedade precoce e perda de peso, indicando obstrução da saída gástrica.

Quando a cirurgia é indicada para úlcera duodenal complicada com estenose pilórica?

A cirurgia é indicada quando há falha do tratamento clínico, persistência dos sintomas obstrutivos e evidência de estenose pilórica refratária, geralmente causada por fibrose cicatricial.

Qual a fisiopatologia da estenose pilórica em úlcera duodenal?

A estenose pilórica ocorre devido à inflamação crônica e cicatrização de úlceras no piloro ou duodeno proximal, levando à formação de tecido fibrótico que estreita o lúmen e impede o esvaziamento gástrico.

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