Estenose Pilórica Hipertrófica Congênita: Diagnóstico e Tratamento

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023

Enunciado

Assinale a alternativa incorreta. 

Alternativas

  1. A) A estenose pilórica hipertrófica congênita é um espessamento acentuado do músculo liso (hipertrofia) no piloro que afeta aproximadamente 1 em cada 150 lactentes do sexo masculino e 1 em cada 750 lactentes do sexo feminino.
  2. B) Normalmente, a peristalse gástrica empurra o quimo através do canal e do óstio pilórico até o intestino delgado, com intervalos irregulares. Nos neonatos com estenose pilórica, o piloro superdesenvolvido e alongado é duro e o canal pilórico é estreito, causando resistência ao esvaziamento gástrico.
  3. C) Pode haver dilatação da parte proximal do estômago secundária à estenose pilórica. Embora a causa de estenose pilórica hipertrófica congênita seja desconhecida, parece haver participação de fatores genéticos devido à alta incidência desse distúrbio em gêmeos monozigóticos.
  4. D) O tratamento preconizado é clínico com inibidor de bomba de prótons e bloqueadores de canais de cálcio.

Pérola Clínica

EPHC = vômitos não biliosos em lactente, massa epigástrica. Tratamento é cirúrgico (piloromiotomia), NÃO clínico.

Resumo-Chave

A estenose pilórica hipertrófica congênita é uma condição cirúrgica comum em lactentes, caracterizada por vômitos em jato não biliosos e uma massa palpável no epigástrio ("oliva pilórica"). O tratamento definitivo é a piloromiotomia, e não o manejo clínico com inibidores de bomba de prótons ou bloqueadores de canais de cálcio.

Contexto Educacional

A Estenose Pilórica Hipertrófica Congênita (EPHC) é uma das causas mais comuns de obstrução do trato gastrointestinal superior em lactentes, sendo um tema de grande relevância na pediatria e cirurgia pediátrica. Caracteriza-se pelo espessamento acentuado do músculo pilórico, que impede a passagem do alimento do estômago para o duodeno. A epidemiologia mostra uma maior incidência em meninos e uma possível predisposição genética. Clinicamente, a EPHC manifesta-se tipicamente entre 2 e 8 semanas de vida com vômitos em jato, não biliosos, que se tornam progressivamente mais frequentes e intensos. O diagnóstico é frequentemente confirmado pela ultrassonografia abdominal, que revela o piloro alongado e espessado. A palpação de uma massa em forma de "oliva" no epigástrio é um sinal patognomônico, embora nem sempre presente. O tratamento da EPHC é exclusivamente cirúrgico. A piloromiotomia de Ramstedt é o procedimento padrão-ouro, que consiste na incisão longitudinal do músculo pilórico hipertrofiado, liberando a obstrução. O manejo clínico com medicamentos não é eficaz, pois não corrige a barreira mecânica. A correção cirúrgica é geralmente curativa, com excelente prognóstico, desde que a desidratação e os distúrbios eletrolíticos sejam corrigidos no pré-operatório.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da estenose pilórica hipertrófica congênita (EPHC)?

Os sinais clássicos incluem vômitos em jato, não biliosos, que se iniciam geralmente entre 2 e 8 semanas de vida, e a presença de uma massa palpável no epigástrio, conhecida como "oliva pilórica".

Qual o tratamento preconizado para a EPHC?

O tratamento preconizado e definitivo para a EPHC é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal do músculo pilórico hipertrofiado, sem perfurar a mucosa, aliviando a obstrução.

Por que o tratamento clínico não é eficaz na EPHC?

O tratamento clínico com inibidores de bomba de prótons ou bloqueadores de canais de cálcio não é eficaz porque a EPHC é uma obstrução mecânica causada por hipertrofia muscular. A resolução requer a correção cirúrgica dessa barreira mecânica.

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