UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente internado no serviço de cirurgia geral com uma complicação da úlcera gastroduodenal: estenose pilórica. Apresenta letargia, excitação, náuseas, sensação de torpor, espasmos musculares prolongados neuromuscular. A complicação metabólica mais frequente da estenose pilórica por úlcera péptica é:
Estenose pilórica + vômitos persistentes → Alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia.
A estenose pilórica leva a vômitos persistentes de conteúdo gástrico ácido, resultando na perda de HCl (ácido clorídrico) e, consequentemente, na retenção de bicarbonato. Isso causa uma alcalose metabólica, frequentemente acompanhada de hipocloremia e hipocalemia.
A estenose pilórica, uma complicação da úlcera péptica, é caracterizada pelo estreitamento do piloro, impedindo a passagem normal do conteúdo gástrico para o duodeno. Isso leva a vômitos persistentes e de grande volume, que são a principal causa dos distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos associados. A perda de ácido clorídrico (HCl) nos vômitos resulta em alcalose metabólica hipoclorêmica, pois o estômago perde íons hidrogênio e cloreto. O rim tenta compensar reabsorvendo bicarbonato e excretando potássio e hidrogênio, o que agrava a hipocalemia e a alcalose. Os sintomas neurológicos (letargia, excitação, torpor) e neuromusculares (espasmos) são decorrentes desses desequilíbrios. O manejo da estenose pilórica exige a correção rigorosa dos distúrbios metabólicos antes de qualquer intervenção cirúrgica definitiva. A reposição volêmica com soro fisiológico 0,9% e a suplementação de potássio e cloreto são cruciais para restaurar o equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico, preparando o paciente para o tratamento cirúrgico da estenose.
Os sintomas incluem vômitos pós-prandiais não biliares (geralmente de alimentos ingeridos horas antes), saciedade precoce, perda de peso e, em casos avançados, distensão abdominal e desidratação.
O tratamento inicial envolve a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos com reposição de fluidos (soro fisiológico 0,9%) e eletrólitos (potássio, cloreto). A descompressão gástrica com sonda nasogástrica também é fundamental.
A hipocalemia ocorre devido à perda de potássio nos vômitos, ao aumento da excreção renal de potássio em resposta à alcalose e ao hiperaldosteronismo secundário à hipovolemia.
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