Estenose Péptica Esofágica: Diagnóstico e Manejo Clínico

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

Paciente do sexo masculino, de 50 anos, obeso, procedente de Barreiras-BA, apresentando disfagia intermitente com alimentos sólidos há seis meses. Relatava ainda pirose retroesternal frequente há seis anos. Neste caso, o diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) síndrome de Plummer-Vinson.
  2. B) divertículo de Zenker.
  3. C) megaesôfago chagásico.
  4. D) estenose péptica de esôfago.

Pérola Clínica

Disfagia progressiva para sólidos + pirose crônica = Estenose péptica esofágica, complicação comum da DRGE.

Resumo-Chave

A estenose péptica do esôfago é uma complicação da DRGE de longa data, manifestando-se como disfagia progressiva para sólidos. A pirose crônica é um sintoma-chave que sugere a etiologia do refluxo.

Contexto Educacional

A estenose péptica esofágica é uma complicação comum da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) de longa duração, afetando pacientes com história de pirose crônica e regurgitação. É crucial para residentes reconhecerem essa condição, pois a disfagia progressiva para sólidos é o sintoma cardinal, indicando um estreitamento significativo do esôfago. A prevalência aumenta com a idade e a duração da DRGE. A fisiopatologia envolve a inflamação crônica da mucosa esofágica devido à exposição ácida, levando à fibrose e contração do tecido. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta da estenose, a avaliação de sua extensão e a realização de biópsias para excluir malignidade, como o adenocarcinoma esofágico, especialmente em pacientes com Esôfago de Barrett. O tratamento inicial consiste na dilatação endoscópica da estenose, geralmente combinada com terapia de supressão ácida potente (inibidores de bomba de prótons) para prevenir a recorrência. Em casos refratários ou estenoses complexas, pode ser necessária a cirurgia. É fundamental o acompanhamento regular para monitorar a eficácia do tratamento e detectar precocemente possíveis complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da estenose péptica esofágica?

Os principais sintomas incluem disfagia progressiva para alimentos sólidos, que pode evoluir para líquidos, e uma história de pirose retroesternal crônica, indicando refluxo gastroesofágico de longa data.

Como a estenose péptica esofágica é diagnosticada?

O diagnóstico é feito principalmente por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a estenose, avaliar sua extensão e realizar biópsias para descartar malignidade.

Qual a relação entre DRGE e estenose péptica?

A estenose péptica é uma complicação da DRGE não tratada ou mal controlada, onde a exposição crônica do esôfago ao ácido gástrico causa inflamação, fibrose e estreitamento da luz esofágica.

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