SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Mulher de 27 anos comparece ao consultório do cirurgião com queixa de dificuldade de deglutição intensa. Refere não conseguir ingerir sólidos há cerca de 1 semana. Desde então, vinha em dieta pastosa, porém refere ainda sensação de entalo e dor retroesternal. Paciente refere ardência retroesternal desde a adolescência que piorava após tomar refrigerantes e comidas condimentadas. A paciente realizou endoscopia com biopsia que foi compatível com estenose péptica esofágica. Qual deve ser a conduta para essa paciente, nesse momento?
Estenose péptica esofágica → dilatação endoscópica + IBP para alívio e prevenção.
A estenose péptica esofágica é uma complicação da DRGE crônica. O tratamento inicial e mais eficaz para a disfagia é a dilatação endoscópica, que deve ser combinada com o uso contínuo de inibidores de bomba de prótons (IBP) para reduzir a inflamação e prevenir a recorrência da estenose.
A estenose péptica esofágica é uma complicação comum e potencialmente grave da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica. Caracteriza-se pelo estreitamento do lúmen esofágico devido à fibrose resultante da inflamação repetida causada pelo refluxo ácido. Os sintomas incluem disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e, em casos avançados, para líquidos, além de dor retroesternal e perda de peso. O diagnóstico é estabelecido por endoscopia digestiva alta com biópsia, que confirma a natureza péptica da estenose e exclui malignidade. Uma vez diagnosticada, a conduta inicial para aliviar a disfagia é a dilatação endoscópica. Este procedimento pode ser realizado com balões ou velas dilatadoras, visando restaurar o calibre do esôfago e permitir a passagem de alimentos. É crucial que a dilatação endoscópica seja acompanhada de terapia de supressão ácida potente e contínua, geralmente com inibidores de bomba de prótons (IBP) em doses elevadas. Os IBP são fundamentais para reduzir a inflamação, promover a cicatrização da mucosa esofágica e, mais importante, prevenir a recorrência da estenose. Em casos refratários à dilatação e IBP, ou na presença de complicações graves, a cirurgia antirrefluxo (como a fundoplicatura de Nissen) pode ser considerada.
A principal causa é a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) crônica e não tratada, que leva à inflamação repetida e fibrose da parede esofágica, resultando em estreitamento.
A dilatação endoscópica utiliza balões ou velas para expandir o lúmen esofágico estreitado, melhorando mecanicamente a passagem de alimentos e líquidos e aliviando a dificuldade de deglutição.
Os IBP reduzem drasticamente a produção de ácido gástrico, diminuindo a agressão ácida ao esôfago, permitindo a cicatrização da mucosa e prevenindo a progressão ou recorrência da estenose.
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