HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024
Mulher de 42 anos de idade comparece ao ambulatório com queixa de dispneia aos esforços há 12 meses. Relata que há 12 meses começou a apresentar quadro de dispneia aos grandes esforços (fazer esteira na academia), que progrediu lentamente, tendo dispneia aos esforços habituais no momento. Além disso, queixa-se de que nos últimos dois meses também tem apresentado ortopneia e edema de membros inferiores nos tornozelos, que surge predominantemente no final do dia. Nega comorbidades prévias conhecidas ou uso de medicações. Ao exame, apresenta ritmo cardíaco irregular com hiperfonese de B1 e sopro diastólico, em decrescendo-crescendo, com estalido de abertura, que é melhor audível no quinto espaço intercostal ao nível da linha medioclavicular. O eletrocardiograma realizado neste momento pode ser visto a seguir: Qual é o diagnóstico do quadro apresentado pela paciente?
Dispneia progressiva + ortopneia + edema + hiperfonese B1 + sopro diastólico decrescendo-crescendo + estalido de abertura + FA → Estenose mitral reumática grave.
A estenose mitral de etiologia reumática é a principal causa de estenose mitral e se manifesta com dispneia progressiva, sinais de insuficiência cardíaca direita e achados auscultatórios clássicos como hiperfonese de B1, estalido de abertura e sopro diastólico. A fibrilação atrial é uma complicação comum.
A estenose mitral é uma valvopatia caracterizada pelo estreitamento da válvula mitral, que impede o fluxo sanguíneo adequado do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo. A etiologia mais comum é a febre reumática, uma sequela da infecção por Streptococcus pyogenes, que causa inflamação e fibrose das cúspides valvares. A prevalência da doença reumática cardíaca ainda é significativa em países em desenvolvimento, sendo um desafio de saúde pública. A fisiopatologia da estenose mitral leva a um aumento da pressão no átrio esquerdo, resultando em dilatação atrial e, consequentemente, hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca direita. Os sintomas progridem lentamente, começando com dispneia aos grandes esforços e evoluindo para dispneia em repouso, ortopneia e edema. O diagnóstico é clínico, baseado na ausculta cardíaca (hiperfonese de B1, estalido de abertura, sopro diastólico em ruflar), e confirmado por ecocardiograma, que avalia a gravidade da estenose e suas repercussões. O tratamento varia desde o manejo clínico com diuréticos e betabloqueadores até intervenções como valvuloplastia mitral por balão ou troca valvar cirúrgica, dependendo da gravidade e da presença de sintomas. A prevenção da febre reumática com antibioticoterapia adequada para faringoamigdalites estreptocócicas é crucial. Residentes devem dominar a identificação precoce dos sinais e sintomas, bem como a interpretação dos achados auscultatórios para um manejo eficaz dessa condição.
Os sintomas clássicos incluem dispneia progressiva aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna, tosse, hemoptise e, em estágios avançados, edema de membros inferiores e fadiga devido à insuficiência cardíaca direita.
O diagnóstico é fortemente sugerido pela ausculta cardíaca, que revela hiperfonese de B1, estalido de abertura (click de abertura) e um sopro diastólico em ruflar, com reforço pré-sistólico (se em ritmo sinusal), melhor audível no ápice com o paciente em decúbito lateral esquerdo.
A principal etiologia é a febre reumática. As complicações incluem fibrilação atrial (com risco de tromboembolismo), hipertensão pulmonar, insuficiência cardíaca direita e, em casos graves, edema agudo de pulmão.
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