HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Considere as imagens abaixo. As alterações indicadas pelas setas correspondem, mais provavelmente, a um paciente portador de
Estenose mitral → dilatação atrial esquerda, congestão pulmonar, hipertensão pulmonar e, em casos avançados, calcificação valvar.
A estenose mitral leva a um aumento da pressão no átrio esquerdo, causando sua dilatação e, retrogradamente, congestão venosa pulmonar e hipertensão pulmonar. Achados em exames de imagem podem incluir aumento do átrio esquerdo, linhas B de Kerley na radiografia de tórax e sinais de hipertensão pulmonar.
A estenose mitral é uma valvopatia caracterizada pelo estreitamento da valva mitral, que impede o fluxo sanguíneo adequado do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Geralmente é uma sequela da febre reumática, mas pode ter outras causas. Sua importância clínica reside nas graves consequências hemodinâmicas e na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão no átrio esquerdo devido à obstrução, levando à sua dilatação e hipertrofia. Retrogradamente, essa pressão elevada se transmite para as veias e capilares pulmonares, causando congestão pulmonar e, eventualmente, hipertensão pulmonar. Os achados de imagem, como os indicados pelas setas na questão (assumindo que mostram dilatação atrial esquerda, congestão pulmonar ou calcificação valvar), são reflexo dessas alterações hemodinâmicas. O tratamento da estenose mitral varia desde o manejo clínico dos sintomas até intervenções como valvuloplastia por balão ou troca valvar cirúrgica, dependendo da gravidade e da presença de sintomas. O prognóstico depende da progressão da doença e da eficácia do tratamento, sendo crucial o acompanhamento regular para evitar complicações como fibrilação atrial e embolia sistêmica.
Na radiografia de tórax, pode-se observar aumento do átrio esquerdo (duplo contorno cardíaco, retificação da borda cardíaca esquerda), congestão venosa pulmonar (linhas B de Kerley, cefalização do fluxo) e sinais de hipertensão pulmonar.
A estenose mitral impede o esvaziamento adequado do átrio esquerdo, elevando a pressão atrial, o que leva à dilatação atrial e, retrogradamente, ao aumento da pressão venosa e capilar pulmonar, causando congestão e hipertensão pulmonar.
Além da estenose mitral, a insuficiência mitral, a cardiomiopatia dilatada e a hipertensão arterial sistêmica crônica podem causar dilatação atrial esquerda, sendo a história clínica e outros achados de imagem cruciais para o diagnóstico diferencial.
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