Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
A maioria dos pacientes > 80 anos de idade apresenta FA com elevada FC que, associada a maior diâmetro anteroposterior do tórax, dificulta a ausculta. Sendo correto que:
EM avançada/calcificada → Sinais auscultatórios ↓, mas HAP e IVD ↑ (hiperfonese P2, IT, IP) guiam suspeita.
Em estenose mitral avançada, com valva muito fibrosada e calcificada, os ruídos característicos (como estalido de abertura e sopro diastólico) podem ser menos audíveis. Nesses casos, a suspeita diagnóstica é reforçada pelos sinais de hipertensão arterial pulmonar e insuficiência ventricular direita, que são complicações da EM crônica.
A estenose mitral (EM) é uma valvopatia caracterizada pelo estreitamento do orifício da valva mitral, que impede o fluxo sanguíneo adequado do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Embora classicamente associada à febre reumática, em idosos, a EM pode ter etiologia degenerativa, com calcificação anular mitral. A presença de fibrilação atrial (FA) é comum na EM e pode complicar o quadro clínico e o diagnóstico. Em pacientes idosos com EM e FA de alta resposta, a ausculta cardíaca pode ser desafiadora. A taquicardia da FA pode encurtar a diástole, dificultando a percepção do sopro diastólico característico. Além disso, a valva mitral mais fibrosada e calcificada, comum em idosos, pode ter menor mobilidade, resultando em um estalido de abertura menos audível e um sopro de menor intensidade. O aumento do diâmetro anteroposterior do tórax também pode abafar os sons cardíacos. Nesses cenários, a suspeita diagnóstica da EM deve ser reforçada pela presença de sinais de hipertensão arterial pulmonar (HAP) e insuficiência ventricular direita (IVD), que são complicações tardias da EM. A HAP se manifesta por hiperfonese de P2 (componente pulmonar da segunda bulha), e a IVD pode levar a regurgitação tricúspide e pulmonar, com seus respectivos sopros, além de turgência jugular e hepatomegalia. O ecocardiograma é o exame confirmatório.
A fibrilação atrial com alta frequência ventricular pode dificultar a percepção dos sopros diastólicos. Além disso, em idosos, a valva mitral pode estar mais fibrosada e calcificada, reduzindo a intensidade dos ruídos e do estalido de abertura, e o diâmetro anteroposterior do tórax pode ser aumentado.
Os sinais incluem hiperfonese da segunda bulha cardíaca (P2), sopro de insuficiência tricúspide (regurgitação tricúspide) e sopro de insuficiência pulmonar (regurgitação pulmonar), além de sinais de insuficiência ventricular direita, como turgência jugular e hepatomegalia.
Uma valva mitral muito fibrosada e calcificada tem menor mobilidade, o que pode reduzir a intensidade do estalido de abertura e do sopro diastólico, tornando-os menos audíveis. A rigidez valvar impede a vibração que gera esses sons.
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