ENARE/ENAMED — Prova 2023
Um homem de 75 anos, portador de estenose mitral grave, procura atendimento médico com queixa de dispneia e lipotimia. Sobre o exame físico desse paciente, é correto afirmar que
Estenose mitral grave → estalido de abertura precoce + hipofonese B1 + sopro diastólico em ruflar.
O estalido de abertura é um achado característico da estenose mitral, ocorrendo logo após B2, e sua proximidade com B2 indica maior gravidade. A hipofonese de B1 é comum devido à calcificação e menor mobilidade da valva mitral.
A estenose mitral é uma valvopatia caracterizada pelo estreitamento da valva mitral, que impede o fluxo sanguíneo adequado do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Geralmente de etiologia reumática, é mais comum em mulheres e sua gravidade aumenta com a idade, levando a sintomas como dispneia, lipotimia e palpitações. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações graves. O diagnóstico é primariamente clínico, com achados no exame físico que incluem o sopro diastólico em ruflar, melhor audível no ápice, e o estalido de abertura, um som de alta frequência que ocorre logo após a segunda bulha (B2). A hipofonese da primeira bulha (B1) é comum devido à calcificação e menor mobilidade da valva. A intensidade do estalido e sua proximidade com B2 são indicadores de gravidade. O manejo da estenose mitral varia de acompanhamento clínico a intervenção cirúrgica ou percutânea, dependendo da gravidade dos sintomas e da hemodinâmica. É fundamental reconhecer os sinais no exame físico para um diagnóstico precoce e manejo adequado, evitando complicações como insuficiência cardíaca direita, fibrilação atrial e embolia sistêmica.
Os achados clássicos incluem sopro diastólico em ruflar, melhor audível no ápice, estalido de abertura, hipofonese de B1 e, em casos avançados, sinais de insuficiência cardíaca direita, como hepatomegalia e edema periférico.
O estalido de abertura ocorre quando a valva mitral, já estenosada, atinge seu limite máximo de abertura na diástole. Quanto mais grave a estenose, maior a pressão no átrio esquerdo e mais cedo a valva é forçada a abrir, aproximando o estalido de B2.
A estenose mitral é caracterizada pelo sopro diastólico em ruflar, melhor audível no ápice com o paciente em decúbito lateral esquerdo, e pela presença do estalido de abertura, que a diferencia de outras valvopatias como a insuficiência aórtica.
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