UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Mulher de 60 anos apresenta dispneia aos esforços, com piora progressiva no último ano, atualmente aos esforços habituais. Nega febre. Exame físico: bulhas rítmicas, hiperfonese de B1 com sopro diastólico em ruflar em 5° EIC esquerdo linha hemiclavicular e estalido de abertura. ECG: ritmo sinusal, sobrecarga atrial esquerda. Raio X de tórax: aumento do tronco da artéria pulmonar. A etiologia mais provável é
Mulher idosa com dispneia, hiperfonese B1, sopro diastólico em ruflar, estalido de abertura, sobrecarga AE → Estenose Mitral Reumática.
A estenose mitral, frequentemente de etiologia reumática, manifesta-se com dispneia progressiva, hiperfonese de B1, sopro diastólico em ruflar e estalido de abertura, além de sinais de sobrecarga atrial esquerda no ECG e hipertensão pulmonar no raio X de tórax.
A estenose mitral é uma valvopatia caracterizada pelo estreitamento do orifício da valva mitral, que impede o fluxo sanguíneo adequado do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo durante a diástole. A etiologia mais comum em adultos é a febre reumática, que causa inflamação crônica e fibrose da valva, levando a uma progressão lenta da doença ao longo de décadas. Clinicamente, os pacientes apresentam dispneia progressiva aos esforços, fadiga e, em casos avançados, sintomas de insuficiência cardíaca direita. O exame físico é crucial: a hiperfonese de B1, o estalido de abertura e o sopro diastólico em ruflar são achados patognomônicos. O ECG pode mostrar sobrecarga atrial esquerda, e o raio X de tórax, aumento do átrio esquerdo e sinais de hipertensão pulmonar. O diagnóstico é confirmado pelo ecocardiograma, que avalia a gravidade da estenose e suas repercussões hemodinâmicas. O tratamento varia desde o manejo clínico com diuréticos e betabloqueadores até intervenções como valvoplastia por balão ou substituição valvar, dependendo da gravidade dos sintomas e da anatomia da valva. É um tema central para a cardiologia e provas de residência.
Os achados clássicos incluem hiperfonese da primeira bulha (B1), um sopro diastólico em ruflar audível no ápice (5° EIC linha hemiclavicular) e um estalido de abertura da valva mitral, que precede o sopro.
A febre reumática é a principal causa porque a inflamação repetida da valva mitral leva a um processo de fibrose, calcificação e fusão das comissuras, resultando no estreitamento progressivo do orifício valvar ao longo de décadas.
No ECG, é comum encontrar sinais de sobrecarga atrial esquerda (onda P bífida e alargada em DII, componente negativo proeminente em V1). No raio X de tórax, pode-se observar aumento do átrio esquerdo e do tronco da artéria pulmonar, indicando hipertensão pulmonar.
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