Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
Em relação ao exame físico do paciente portador de estenose mitral, assinale a opção que NÃO corresponde à doença avançada.
Estenose mitral avançada → B3 VE é INCOMPATÍVEL; indica sobrecarga VE, não sobrecarga AE/VD.
A estenose mitral causa sobrecarga atrial esquerda e hipertensão pulmonar, levando a hiperfonese de B1 e P2. O B3 de ventrículo esquerdo indica disfunção sistólica ou diastólica do VE, o que não é característico da estenose mitral avançada isolada.
A estenose mitral é uma valvopatia caracterizada pelo estreitamento da valva mitral, que impede o fluxo sanguíneo adequado do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Geralmente de etiologia reumática, a doença leva a um aumento da pressão no átrio esquerdo, congestão pulmonar e, em estágios avançados, hipertensão pulmonar e sobrecarga do ventrículo direito. O exame físico é fundamental para o diagnóstico e acompanhamento. Em casos de estenose mitral avançada, o exame físico revela achados característicos como hiperfonese de B1, devido ao fechamento vigoroso da valva estenosada. A hipertensão pulmonar resultante pode causar hiperfonese de B2 (com P2 > A2) e, em casos graves, o sopro de Graham Steell, que é um sopro diastólico de insuficiência pulmonar funcional. No entanto, a presença de B3 de ventrículo esquerdo é um achado que indica disfunção sistólica ou diastólica do VE, não sendo típico da estenose mitral isolada, que primariamente afeta o átrio esquerdo e o ventrículo direito. A compreensão desses achados auscultatórios é crucial para o diagnóstico diferencial e a avaliação da gravidade da estenose mitral. O B3 de VE, por exemplo, sugere uma patologia concomitante do ventrículo esquerdo ou uma complicação que não é diretamente causada pela estenose mitral em si. O manejo da estenose mitral varia desde acompanhamento clínico até intervenção cirúrgica ou percutânea, dependendo da gravidade dos sintomas e da hemodinâmica.
Os achados clássicos incluem hiperfonese de B1, estalido de abertura da valva mitral, sopro diastólico em ruflar com reforço pré-sistólico (se ritmo sinusal) e, em casos avançados, hiperfonese de B2 (componente P2 > A2) e sopro de Graham Steell.
A hiperfonese de B1 ocorre devido ao fechamento abrupto de uma valva mitral ainda móvel, mas estenosada, sob alta pressão no átrio esquerdo, resultando em um som mais intenso e audível durante a ausculta cardíaca.
O sopro de Graham Steell é um sopro diastólico de regurgitação pulmonar funcional, causado pela dilatação do anel pulmonar devido à hipertensão pulmonar grave, uma complicação comum da estenose mitral avançada.
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