HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2021
Qual a principal etiologia da estenose mitral no Brasil?
No Brasil, a principal causa de estenose mitral é a febre reumática.
A febre reumática é a principal causa de estenose mitral no Brasil e em outros países em desenvolvimento, sendo uma sequela tardia de infecção por Streptococcus pyogenes não tratada. A inflamação crônica leva ao espessamento e fusão das cúspides e cordoalhas mitrais.
A estenose mitral é uma valvopatia caracterizada pela obstrução do fluxo sanguíneo do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo durante a diástole. No Brasil e em muitos países em desenvolvimento, a etiologia predominante da estenose mitral é a febre reumática, uma sequela não supurativa de infecção por Streptococcus pyogenes do grupo A. Esta realidade contrasta com países desenvolvidos, onde causas degenerativas ou congênitas podem ser mais prevalentes. A fisiopatologia da estenose mitral reumática envolve um processo inflamatório crônico que leva ao espessamento e fibrose das cúspides da valva mitral, fusão das comissuras e encurtamento das cordoalhas tendíneas. Isso resulta na redução da área valvar, aumento da pressão no átrio esquerdo, dilatação atrial e, consequentemente, hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca direita. O diagnóstico é feito por ecocardiograma, que avalia a morfologia da valva e o gradiente de pressão. O manejo da estenose mitral varia desde o acompanhamento clínico e tratamento farmacológico dos sintomas (diuréticos, betabloqueadores) até intervenções como valvuloplastia por balão ou troca valvar cirúrgica em casos mais graves. A prevenção primária da febre reumática (tratamento adequado da faringoamigdalite estreptocócica) e a profilaxia secundária (penicilina benzatina) são essenciais para reduzir a incidência e progressão da doença reumática cardíaca, um desafio de saúde pública no Brasil.
A febre reumática é uma doença inflamatória autoimune que pode afetar o coração, causando cardite reumática. A inflamação crônica e repetida das valvas cardíacas, especialmente a mitral, leva a espessamento, fusão das comissuras e encurtamento das cordoalhas, resultando em estenose.
Os sintomas incluem dispneia (especialmente de esforço), fadiga, palpitações (devido à fibrilação atrial), tosse, hemoptise e, em casos avançados, sinais de insuficiência cardíaca direita.
O diagnóstico e tratamento precoce da faringoamigdalite estreptocócica previnem a febre reumática. Uma vez instalada a febre reumática, a profilaxia secundária com penicilina benzatina é crucial para evitar novos surtos e a progressão da doença valvar.
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