IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
A lesão valvar mais frequentemente associada a um quadro de hemoptise é a:
Estenose mitral → ↑ pressão átrio esquerdo → congestão pulmonar → hemoptise.
A estenose mitral causa um aumento da pressão no átrio esquerdo, que se transmite retrogradamente para a circulação pulmonar, levando à hipertensão pulmonar e congestão. Essa congestão pode resultar em ruptura de capilares brônquicos e hemoptise.
A estenose mitral é uma valvopatia caracterizada pelo estreitamento da válvula mitral, que impede o fluxo sanguíneo adequado do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo durante a diástole. A causa mais comum é a febre reumática. Essa obstrução leva a um aumento da pressão no átrio esquerdo, que se transmite retrogradamente para as veias pulmonares e, consequentemente, para os capilares pulmonares, resultando em congestão e hipertensão pulmonar. A hemoptise, ou sangramento das vias aéreas, é uma complicação bem conhecida da estenose mitral e é a lesão valvar mais frequentemente associada a essa queixa. O aumento crônico da pressão nos capilares pulmonares pode levar à ruptura de vasos brônquicos dilatados ou à transudação de hemácias para os alvéolos, manifestando-se como escarro tingido de sangue ou hemoptise franca. A hemoptise pode ser um sinal de congestão pulmonar grave ou, em casos raros, de ruptura de varizes brônquicas. Para residentes, é crucial reconhecer a estenose mitral como uma causa importante de hemoptise, especialmente em pacientes com histórico de febre reumática. O manejo envolve o controle da congestão pulmonar e, em casos sintomáticos ou com hipertensão pulmonar significativa, a intervenção valvar (valvotomia percutânea por balão ou troca valvar cirúrgica) pode ser necessária para aliviar a obstrução e prevenir complicações como a hemoptise.
A estenose mitral causa aumento da pressão no átrio esquerdo, que se transmite aos capilares pulmonares, levando à congestão e hipertensão pulmonar, podendo romper vasos brônquicos e causar sangramento.
Dispneia de esforço, fadiga, palpitações (por fibrilação atrial) e tosse são sintomas comuns, além de sinais de insuficiência cardíaca direita em casos avançados.
O diagnóstico é feito pela ausculta cardíaca (sopro diastólico, estalido de abertura) e confirmado por ecocardiograma, que avalia a morfologia valvar e os gradientes de pressão.
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