Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Homem de 55 anos relata dor lombar intensa e progressiva ao caminhar durante descida, que é aliviada com a subida. O exame neurovascular não apresenta alterações, exceto pela diminuição dos reflexos de Aquiles bilaterais. Considerando a principal hipótese diagnóstica, além da analgesia, o manejo mais adequado para esse paciente é
Claudicação neurogênica (estenose lombar) → dor lombar em descida, alívio em subida/flexão → considerar avaliação cirúrgica.
A claudicação neurogênica, típica da estenose lombar, é caracterizada por dor que piora com a extensão da coluna (descida, ficar em pé) e melhora com a flexão (subida, sentar). A presença de déficits neurológicos, como a diminuição dos reflexos, indica compressão significativa e a necessidade de avaliação para descompressão cirúrgica.
A estenose lombar é uma condição comum em idosos, caracterizada pelo estreitamento do canal vertebral, forames neurais ou recesso lateral, levando à compressão das estruturas neurais. A principal manifestação é a claudicação neurogênica, que impacta significativamente a mobilidade e a qualidade de vida. É crucial para o residente saber diferenciar a claudicação neurogênica da vascular para um diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia envolve a compressão das raízes nervosas da cauda equina devido a hipertrofia de ligamentos, osteófitos e abaulamentos discais. O diagnóstico é primariamente clínico, com a história da dor posicional, e confirmado por exames de imagem como a ressonância magnética da coluna lombossacra. A presença de déficits neurológicos, como a diminuição dos reflexos de Aquiles, indica um grau mais avançado de compressão. O manejo inicial é conservador, com fisioterapia, analgesia e modificação de atividades. No entanto, em casos de dor refratária, déficits neurológicos progressivos ou incapacidade funcional significativa, a avaliação para tratamento cirúrgico (descompressão) torna-se a opção mais adequada. A cirurgia visa aliviar a compressão e melhorar os sintomas, sendo uma consideração importante na prática clínica.
A claudicação neurogênica manifesta-se com dor lombar e nos membros inferiores que piora com a extensão da coluna (caminhar em descida, ficar em pé) e melhora com a flexão (caminhar em subida, sentar). Pode haver déficits neurológicos associados.
A claudicação neurogênica é posicional, aliviada pela flexão da coluna e piora com a extensão. A claudicação vascular é desencadeada pelo exercício e aliviada pelo repouso, sem relação com a posição da coluna, e geralmente associada a pulsos diminuídos.
O tratamento cirúrgico é considerado quando há falha do tratamento conservador, déficits neurológicos progressivos, dor incapacitante ou evidência de compressão medular significativa que afeta a qualidade de vida do paciente.
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