Estenose Laringotraqueal: Diagnóstico e Manejo Pós-Intubação

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente vítima de trauma encefálico grave há 1 mês, permaneceu em ventilação mecânica em terapia intensiva com tubo orotraqueal por 19 dias, pois seu nível neurológico oscilava durante a internação. Após extubação, recebeu alta sem intercorrências. Hoje, 1 mês após a alta é admitido em sala de emergência queixando-se de dispneia progressiva, rouquidão e apresenta ao exame físico estridor laríngeo. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?

Alternativas

  1. A) Fístula traqueo-traqueal.
  2. B) Broncoespasmo.
  3. C) Pneumotórax.
  4. D) Estenose laringotraqueal.

Pérola Clínica

Intubação prolongada + dispneia progressiva + rouquidão + estridor = Estenose laringotraqueal.

Resumo-Chave

A estenose laringotraqueal é uma complicação tardia comum da intubação orotraqueal prolongada, manifestando-se com dispneia progressiva, rouquidão e estridor. A lesão da mucosa pelo cuff do tubo ou trauma durante a intubação são fatores de risco importantes.

Contexto Educacional

A estenose laringotraqueal é uma complicação potencialmente grave da intubação orotraqueal prolongada, com incidência variável dependendo da população e técnica de intubação. É fundamental que residentes e estudantes de medicina estejam aptos a reconhecer seus sinais e sintomas, dada a crescente utilização de ventilação mecânica em terapia intensiva. O diagnóstico precoce é crucial para evitar desfechos desfavoráveis. A fisiopatologia envolve lesão isquêmica da mucosa traqueal ou laríngea devido à pressão excessiva do cuff do tubo, trauma durante a intubação ou infecções secundárias. Essa lesão leva à formação de tecido de granulação e fibrose, resultando em estreitamento da via aérea. A suspeita diagnóstica surge em pacientes com história de intubação que desenvolvem dispneia progressiva, rouquidão e estridor. O manejo inicial envolve a estabilização da via aérea, que pode requerer traqueostomia em casos graves. O tratamento definitivo geralmente é cirúrgico, com ressecção da área estenótica e anastomose término-terminal ou dilatações endoscópicas. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a prevenção, através de técnicas de intubação atraumáticas e monitoramento da pressão do cuff, é a melhor abordagem.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da estenose laringotraqueal?

Os principais sinais incluem dispneia progressiva, rouquidão e estridor laríngeo. A história de intubação orotraqueal prolongada é um fator de risco crucial para o diagnóstico.

Qual a principal causa da estenose laringotraqueal?

A causa mais comum é a lesão da mucosa da traqueia ou laringe devido à intubação orotraqueal prolongada, seja pela pressão excessiva do cuff, trauma durante a intubação ou infecções associadas.

Como diferenciar estenose laringotraqueal de outras causas de dispneia?

A estenose laringotraqueal se diferencia pela progressão insidiosa dos sintomas, história de intubação prévia e a presença de estridor, que é um som inspiratório de obstrução de via aérea superior, diferente da sibilância do broncoespasmo.

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