IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024
Paciente com 30 dias de vida apresentando episódios de vômito pós-amamenatação, não biliosos, com aumento da frequência de amamentação. Ao exame físico, encontra-se no momento sonolento, fontanelas deprimidas, tumoração palpável em quadrante superior direito do abdome. É correto afirmar que:
Estenose hipertrófica do piloro → vômitos não biliosos, massa RUQ, alcalose metabólica hipoclorêmica; corrigir distúrbios antes da cirurgia.
A estenose hipertrófica do piloro cursa com vômitos não biliosos e alcalose metabólica hipoclorêmica. A correção da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos, especialmente a alcalose, é fundamental no pré-operatório para evitar complicações como a hipoventilação pós-cirúrgica.
A estenose hipertrófica do piloro (EHP) é uma das causas mais comuns de obstrução gástrica em lactentes jovens, tipicamente manifestando-se entre 2 e 8 semanas de vida. Caracteriza-se pelo espessamento do músculo pilórico, que impede a passagem do alimento para o duodeno, resultando em vômitos progressivos. A fisiopatologia envolve a hipertrofia e hiperplasia das camadas musculares do piloro, levando à obstrução da saída gástrica. Os vômitos são tipicamente não biliosos e em jato. A perda de ácido clorídrico e potássio pelos vômitos causa alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia, que, se não corrigidas, podem levar a desidratação grave, letargia e até choque. O diagnóstico é clínico, com a palpação da 'oliva pilórica', e confirmado por ultrassonografia abdominal. O tratamento definitivo é cirúrgico (piloromiotomia de Ramstedt). Contudo, o manejo pré-operatório é de extrema importância e foca na correção da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos. A cirurgia só deve ser realizada após a normalização do estado hidroeletrolítico e do pH, especialmente a correção da alcalose metabólica, para evitar complicações respiratórias no pós-operatório. O prognóstico é excelente com tratamento adequado.
Os sinais incluem vômitos não biliosos em jato, que se tornam progressivamente mais frequentes, aumento do apetite, perda de peso, desidratação e, ao exame físico, uma massa palpável no quadrante superior direito do abdome ('oliva pilórica').
A alcalose metabólica ocorre devido à perda repetida de ácido clorídrico (HCl) através dos vômitos gástricos. Isso leva à hipocloremia e à tentativa de compensação renal, resultando em alcalose.
A correção da desidratação e da alcalose metabólica é crucial para estabilizar o paciente. A alcalose grave pode causar hipoventilação e apneia no pós-operatório, aumentando os riscos anestésicos. A cirurgia só deve ser realizada após a normalização dos eletrólitos e do pH.
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