HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
O pediatra é chamado para atender um recém-nascido com 27 dias com queixas de vômitos, não biliosos, desde os 17 dias de vida. Evacuação 1 vez ao dia. Nasceu com 38 semanas, peso de 3 300 g. Aleitamento materno exclusivo. Peso atual 3 500 g. Ao exame físico, observa-se distensão epigástrica, com ondas peristálticas visíveis e palpa-se tumoração cilíndrica, 3 x 2 cm, duro, elástica, no hipocôndrio direito, junto à borda do músculo reto abdominal. Qual é a doença compatível com essa descrição e em qual sexo ela é mais prevalente?
RN 2-8 semanas, vômitos não biliosos em jato, ondas peristálticas, 'oliva' palpável → Estenose Hipertrófica de Piloro (masculino).
A estenose hipertrófica de piloro é uma causa comum de vômitos não biliosos em jato em recém-nascidos (2-8 semanas), classicamente apresentando ondas peristálticas visíveis e uma massa palpável ('oliva pilórica') no epigástrio, com maior prevalência no sexo masculino.
A estenose hipertrófica de piloro (EHP) é uma condição comum na pediatria cirúrgica, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. Afeta principalmente recém-nascidos entre 2 e 8 semanas de vida, com uma notável prevalência no sexo masculino (4:1). A apresentação clássica envolve vômitos não biliosos, em jato, que se tornam progressivamente mais frequentes e intensos, levando à desidratação e perda de peso. Ao exame físico, é possível observar distensão epigástrica e, em casos avançados, ondas peristálticas visíveis no abdome superior, que se movem da esquerda para a direita. O achado patognomônico é a palpação da 'oliva pilórica', uma massa cilíndrica firme no hipocôndrio direito, junto à borda do músculo reto abdominal. A perda de ácido clorídrico pelos vômitos resulta em alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que mede a espessura e o comprimento do piloro. O tratamento é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal do músculo pilórico, preservando a mucosa. A correção dos distúrbios hidroeletrolíticos é fundamental antes da cirurgia para garantir a segurança do paciente.
Os sinais clássicos incluem vômitos não biliosos em jato que se iniciam entre 2 e 8 semanas de vida, distensão epigástrica, ondas peristálticas visíveis no abdome superior e a palpação de uma massa cilíndrica ('oliva pilórica') no hipocôndrio direito.
Devido à perda de ácido clorídrico pelos vômitos, os pacientes desenvolvem tipicamente uma alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica, que deve ser corrigida antes da cirurgia para evitar complicações.
O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que demonstra o espessamento e alongamento do piloro, com um canal pilórico estreito e alongado, característicos da condição.
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