Estenose Hipertrófica de Piloro: Diagnóstico e Manejo Cirúrgico

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Bebê sexo masculino, 8 semanas de vida, é trazido pela mãe devido ao quadro de irritabilidade associado a vômitos com piora progressiva pós alimentares em jato e não biliosos. Ao exame físico, o bebê se encontrava ativo, desidratado, choroso e subnutrido. A inspeção do abdome observa-se distensão de andar superior com a presença de movimentos peristálticos que são percebidos do quadrante superior esquerdo para o epigástrio. À palpação abdominal, nota-se pequena nodulação no quadrante superior direito. Frente ao caso, qual o diagnóstico e conduta:

Alternativas

  1. A) Invaginação intestinal, Ultrassom de abdome;
  2. B) Pâncreas anular, Pancreatectomia;
  3. C) Estenose Hipertrófica de Piloro, Piloromiotomia laparoscópica;
  4. D) Atresia Intestinal, Laparotomia exploratória;
  5. E) Refluxo Gastroesofágico, Esôfago Estômago Duodeno Contrastado (EED).

Pérola Clínica

Estenose Hipertrófica de Piloro: lactente <3m, vômito em jato não bilioso, "oliva" palpável, ondas peristálticas. Tto: Piloromiotomia.

Resumo-Chave

A estenose hipertrófica de piloro é uma emergência cirúrgica comum em lactentes, caracterizada por vômitos em jato não biliosos e progressivos. A presença de ondas peristálticas visíveis e a palpação de uma massa "em oliva" no epigástrio são sinais patognomônicos que guiam o diagnóstico e a conduta cirúrgica.

Contexto Educacional

A estenose hipertrófica de piloro (EHP) é uma condição comum na pediatria cirúrgica, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. Afeta predominantemente lactentes do sexo masculino entre 2 e 8 semanas de vida, embora possa ocorrer em outras idades. A identificação precoce é crucial para evitar complicações graves como desidratação, desnutrição e distúrbios eletrolíticos, especialmente a alcalose metabólica hipoclorêmica. A fisiopatologia envolve uma hipertrofia e hiperplasia da camada muscular circular do piloro, resultando em um canal pilórico alongado e estreitado. Clinicamente, manifesta-se por vômitos em jato, não biliosos, que pioram progressivamente após as mamadas. Ao exame físico, é possível observar ondas peristálticas visíveis no abdome superior e, em muitos casos, palpar a clássica massa "em oliva" no quadrante superior direito do abdome. O ultrassom abdominal é o método diagnóstico de escolha, confirmando o espessamento e alongamento do piloro. O tratamento da EHP é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal da musculatura pilórica, sem perfurar a mucosa. Antes da cirurgia, é imperativo corrigir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos, especialmente a alcalose metabólica, para minimizar os riscos anestésicos e cirúrgicos. O prognóstico pós-cirúrgico é excelente, com resolução completa dos sintomas na maioria dos casos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da estenose hipertrófica de piloro?

Os sinais clássicos incluem vômitos em jato, não biliosos e progressivos em lactentes jovens (geralmente 2-8 semanas), irritabilidade, desidratação, desnutrição, ondas peristálticas visíveis no abdome superior e a palpação de uma massa "em oliva" no quadrante superior direito.

Qual o tratamento definitivo para a estenose hipertrófica de piloro?

O tratamento definitivo é cirúrgico, através da piloromiotomia (procedimento de Ramstedt), que pode ser realizada por via laparoscópica. Antes da cirurgia, a correção da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos é crucial.

Como o ultrassom abdominal auxilia no diagnóstico da estenose hipertrófica de piloro?

O ultrassom abdominal é o exame de imagem de escolha, demonstrando o espessamento do músculo pilórico (>4mm), o comprimento do canal pilórico (>16mm) e o estreitamento do lúmen, confirmando o diagnóstico.

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