UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) é uma condição congênita na qual ocorre estreitamento do canal pilórico. Em relação a essa doença, sabe-se que:
EHP: história familiar ↑ risco, possível herança ligada ao X.
A Estenose Hipertrófica do Piloro tem um componente genético significativo, com maior risco em parentes de primeiro grau e uma possível ligação ao cromossomo X, o que explica a maior incidência em meninos.
A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) é uma causa comum de vômitos não biliosos em lactentes jovens, tipicamente entre 2 e 8 semanas de vida. Caracteriza-se pelo estreitamento do canal pilórico devido à hipertrofia da camada muscular circular, impedindo a passagem do alimento para o duodeno. É mais comum em meninos e tem um componente genético importante, com risco elevado em parentes de primeiro grau. Clinicamente, manifesta-se por vômitos em jato, não biliosos, que se tornam progressivamente mais frequentes e podem levar à desidratação e alcalose metabólica hipoclorêmica. Ao exame físico, podem-se observar ondas peristálticas gástricas e, em alguns casos, palpar a 'oliva pilórica' no epigástrio direito. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia abdominal, que mede a espessura e o comprimento do piloro. O tratamento da EHP é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal da musculatura pilórica, preservando a mucosa. O prognóstico é excelente após a correção cirúrgica, com resolução completa dos sintomas. A correção da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos pré-operatoriamente é crucial para a segurança do procedimento.
Os achados clássicos incluem vômitos não biliosos em jato, progressivos, após as mamadas, perda de peso, desidratação e, em alguns casos, ondas peristálticas gástricas visíveis e palpação da oliva pilórica no epigástrio direito.
A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, demonstrando espessamento da camada muscular do piloro (>3-4 mm) e alongamento do canal pilórico (>15-17 mm), além de ausência de passagem de conteúdo gástrico.
A história familiar aumenta significativamente o risco de EHP, sendo mais comum em filhos de mães que tiveram a condição e sugerindo uma herança multifatorial com possível componente ligado ao cromossomo X, explicando a maior prevalência masculina.
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