PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Lactente do sexo masculino, na quinta semana de vida, previamente hígido, apresenta vômitos não biliosos há 1 semana, em jato. Ao exame físico nota-se perda de peso e sinais de desidratação leve. Considerando tratar-se de patologia com indicação cirúrgica, o diagnóstico MAIS PROVÁVEL é:
Lactente < 6 semanas + vômitos em jato não biliosos + desidratação → Estenose Hipertrófica de Piloro.
A Estenose Hipertrófica de Piloro (EHP) é uma causa comum de vômitos em jato não biliosos em lactentes jovens, geralmente entre 2 e 8 semanas de vida. A progressão para perda de peso e desidratação é típica, e a condição tem indicação cirúrgica, sendo o diagnóstico clínico e ultrassonográfico fundamental.
A Estenose Hipertrófica de Piloro (EHP) é uma das causas mais comuns de obstrução gástrica em lactentes, com uma incidência de 1 a 3 por 1000 nascidos vivos, sendo mais frequente em meninos primogênitos. Caracteriza-se pelo espessamento do músculo pilórico, que impede a passagem do alimento do estômago para o duodeno. A condição é de grande importância clínica, pois, se não tratada, pode levar a desnutrição grave, desidratação e distúrbios eletrolíticos com risco de vida. A fisiopatologia envolve uma hipertrofia e hiperplasia da camada muscular circular do piloro, resultando em um canal pilórico estreito e alongado. Os sintomas geralmente se iniciam entre a 2ª e a 8ª semana de vida, com vômitos progressivos, não biliosos (pois a obstrução é proximal à ampola de Vater), e caracteristicamente 'em jato'. Com a progressão da doença, o lactente desenvolve perda de peso, desidratação e, devido à perda de ácido clorídrico pelo vômito, uma alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia. O diagnóstico é feito pela história clínica e exame físico, onde ocasionalmente pode-se palpar uma massa em forma de 'oliva' no epigástrio. A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico de escolha, confirmando o espessamento e alongamento do piloro. O tratamento é cirúrgico (piloromiotomia de Ramstedt), que consiste na incisão longitudinal da camada muscular do piloro, sem perfurar a mucosa. A correção pré-operatória da desidratação e dos distúrbios eletrolíticos é crucial para o sucesso da cirurgia e a recuperação do paciente. O prognóstico pós-cirúrgico é excelente.
Os sinais clássicos incluem vômitos não biliosos, em jato e progressivos, que geralmente começam entre 2 e 8 semanas de vida. O lactente apresenta perda de peso, desidratação e, em casos avançados, alcalose metabólica hipoclorêmica. A palpação de uma massa em forma de 'oliva' no epigástrio é patognomônica.
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha, que demonstra o espessamento e alongamento do piloro. Exames laboratoriais podem revelar alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia.
O tratamento definitivo é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt. Antes da cirurgia, é fundamental corrigir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos, especialmente a alcalose metabólica, para minimizar os riscos anestésicos e cirúrgicos.
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