Estenose Hipertrófica de Piloro: Diagnóstico e USG

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Lactente de 40 dias de vida apresenta quadro de vômitos há cerca de 15 dias. Segundo relato da mãe, os vômitos são em jato, não biliosos e ocorrem sempre após as mamadas. O lactente tem ganhado pouco peso desde o nascimento e mostra-se irritado. Gestação sem intercorrências, exceto por tabagismo materno. No exame físico, o lactente encontra-se desidratado 1+/4+ e emagrecido. Aparelho respiratório e ausculta cardíaca sem anormalidades. Abdome evidencia distensão do andar superior, peristalse aumentada e oliva palpável.Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso descrito, assinale a opção que contém o exame de primeira escolha para confirmação diagnóstica, a ser realizado no abdome.

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia.
  2. B) Ressonância magnética.
  3. C) Radiografia panorâmica.
  4. D) Tomografia computadorizada.

Pérola Clínica

Lactente com vômitos em jato não biliosos, oliva palpável e peristalse visível → Estenose Hipertrófica de Piloro. USG é o exame de escolha.

Resumo-Chave

O quadro clínico de vômitos em jato não biliosos, progressivos, em um lactente jovem, associado à presença de uma massa palpável ('oliva pilórica') e peristalse visível, é altamente sugestivo de Estenose Hipertrófica de Piloro (EHP). A ultrassonografia abdominal é o exame de primeira escolha para confirmar o diagnóstico, demonstrando o espessamento e alongamento do piloro.

Contexto Educacional

A Estenose Hipertrófica de Piloro (EHP) é uma condição comum em lactentes, geralmente manifestando-se entre 2 e 8 semanas de vida, embora possa ocorrer mais cedo ou mais tarde. Caracteriza-se pelo espessamento hipertrófico do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. É mais comum em primogênitos do sexo masculino e tem fatores de risco como tabagismo materno e uso de macrolídeos no período neonatal. O quadro clínico é típico: vômitos em jato, não biliosos, que ocorrem após as mamadas e progridem em frequência e intensidade. O lactente pode apresentar desidratação, perda de peso e irritabilidade. Ao exame físico, pode-se observar distensão do andar superior do abdome, ondas peristálticas visíveis e, classicamente, a palpação de uma massa firme, móvel, em forma de oliva no epigástrio ou quadrante superior direito. A ultrassonografia abdominal é o exame de primeira escolha para o diagnóstico, demonstrando o espessamento da parede do piloro (>3-4 mm) e o alongamento do canal pilórico (>14-17 mm). O tratamento é cirúrgico (piloromiotomia de Ramstedt), que consiste na incisão longitudinal do músculo pilórico, e geralmente tem um prognóstico excelente após a correção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da Estenose Hipertrófica de Piloro em lactentes?

Os sinais clássicos incluem vômitos em jato, não biliosos, que ocorrem após as mamadas, progressão para desidratação e perda de peso, e a presença de uma massa palpável no abdome superior (oliva pilórica) com peristalse gástrica visível.

Por que a ultrassonografia é o exame de primeira escolha para Estenose Hipertrófica de Piloro?

A ultrassonografia é o exame de primeira escolha por ser não invasiva, não utilizar radiação e ter alta sensibilidade e especificidade para identificar o espessamento e alongamento do piloro, que são as características diagnósticas da EHP.

Qual a relação entre tabagismo materno e Estenose Hipertrófica de Piloro?

O tabagismo materno durante a gestação é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de Estenose Hipertrófica de Piloro no lactente, embora a fisiopatologia exata dessa associação ainda esteja sob investigação.

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