Estenose Hipertrófica do Piloro: Diagnóstico e Sinais

HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Um lactente, de 1 mês e 20 dias de vida, nascido a termo, 39 semanas, peso de nascimento 3600 gramas, estatura 50 cm, perímetro cefálico 35 cm, alimentado com leite materno, iniciou quadro de vômitos não biliosos após as mamadas, nas primeiras 24 horas de vida, associada a perda de peso e irritabilidade. À admissão no pronto socorro, pesando 2800 gramas, estava desidratado, com mucosas ressecadas e fontanela deprimida, hipoativo, com pequena massa móvel em epigástrio, à palpação. O diagnóstico MAIS PROVÁVEL nesse caso é:

Alternativas

  1. A) Doença do Refluxo Gastro Esofágico.
  2. B) Estenose Hipertrófica do Piloro.
  3. C) Diarréia Aguda.
  4. D) Invaginação Intestinal.

Pérola Clínica

Lactente <3m + Vômitos não biliosos em jato + Perda peso + Massa epigástrica = Estenose Hipertrófica do Piloro.

Resumo-Chave

A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) é uma causa comum de vômitos não biliosos em lactentes jovens (geralmente 2-8 semanas de vida), caracterizada por hipertrofia do músculo pilórico que impede a passagem do alimento. Os vômitos são progressivos, em jato, levando à desidratação e perda de peso. A palpação de uma "oliva pilórica" no epigástrio é um sinal clássico.

Contexto Educacional

A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) é uma condição cirúrgica comum em lactentes, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que forma uma obstrução à saída gástrica. Tipicamente, manifesta-se entre 2 e 8 semanas de vida, sendo mais comum em primogênitos do sexo masculino. Os sintomas clássicos incluem vômitos não biliosos, que se tornam progressivamente mais frequentes e em jato, ocorrendo logo após as mamadas. Esses vômitos levam rapidamente à desidratação, perda de peso e, se não tratada, a um desequilíbrio eletrolítico característico de alcalose metabólica hipoclorêmica. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica e exame físico, onde a palpação de uma massa móvel e firme em epigástrio, descrita como uma "oliva pilórica", é patognomônica. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, medindo a espessura e o comprimento do piloro. É crucial diferenciar a EHP de outras causas de vômitos em lactentes, como a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), que geralmente apresenta vômitos menos intensos e sem a massa palpável, e a diarreia aguda, que cursa com alteração das fezes. O tratamento da EHP é cirúrgico, por meio da piloromiotomia de Ramstedt, que é um procedimento seguro e eficaz. Antes da cirurgia, a estabilização hidroeletrolítica do lactente é prioritária. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são essenciais para evitar complicações graves e garantir um bom prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da Estenose Hipertrófica do Piloro?

Os sinais incluem vômitos não biliosos, progressivos e em jato, geralmente após as mamadas, em lactentes jovens (2-8 semanas de vida), associados à perda de peso, desidratação e, classicamente, a palpação de uma massa móvel em epigástrio ("oliva pilórica").

Qual o diagnóstico diferencial principal para vômitos em lactentes?

O diagnóstico diferencial inclui Doença do Refluxo Gastroesofágico, intolerância alimentar (ex: proteína do leite de vaca), infecções (gastroenterite), erros inatos do metabolismo e outras obstruções gastrointestinais como a invaginação intestinal (que geralmente cursa com vômitos biliosos e dor abdominal intermitente).

Qual o tratamento para a Estenose Hipertrófica do Piloro?

O tratamento definitivo para a Estenose Hipertrófica do Piloro é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal do músculo pilórico hipertrofiado, sem perfurar a mucosa, aliviando a obstrução.

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