UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Recém-nascido (RN) de três semanas de vida apresenta vômitos claros após as mamadas desde o nascimento, que foram aumentando progressivamente, com perda de peso igual a 15% e constipação intestinal. Mãe relata que RN nasceu bem, a termo, adequado para idade gestacional e apresenta boa sucção e não apresenta problemas na amamentação. Ao exame físico, o RN mostrava-se hipo-hidratado. A bioquímica e gasometria evidenciavam alcalose metabólica hipopotassêmica e hipoclorêmica. O diagnóstico é:
RN com vômitos em jato progressivos + alcalose metabólica hipoclorêmica/hipopotassêmica = Estenose Hipertrófica de Piloro.
A Estenose Hipertrófica de Piloro (EHP) manifesta-se com vômitos não biliares, em jato e progressivos em RN/lactentes jovens, levando a desidratação, perda de peso e alcalose metabólica hipoclorêmica e hipopotassêmica devido à perda de ácido gástrico.
A Estenose Hipertrófica de Piloro (EHP) é uma condição comum em recém-nascidos e lactentes jovens, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída do estômago. É mais frequente em primogênitos do sexo masculino e geralmente se manifesta entre 2 e 8 semanas de vida, sendo uma causa importante de vômitos na pediatria. O quadro clínico típico envolve vômitos não biliares, em jato, que se tornam progressivamente mais frequentes e intensos, geralmente após as mamadas. Isso leva à desidratação, perda de peso e, classicamente, a uma alcalose metabólica hipoclorêmica e hipopotassêmica devido à perda de ácido clorídrico e eletrólitos nos vômitos. A palpação de uma massa abdominal epigástrica móvel e firme, conhecida como 'oliva pilórica', é um achado clássico, embora nem sempre presente ou fácil de identificar. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que mede a espessura e o comprimento do piloro. O tratamento é cirúrgico, por meio da piloromiotomia de Ramstedt, que é um procedimento curativo. Antes da cirurgia, é fundamental corrigir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos (especialmente a alcalose e a hipopotassemia) para minimizar os riscos anestésicos e cirúrgicos. O prognóstico é excelente com tratamento adequado e oportuno.
Os sintomas clássicos da EHP incluem vômitos não biliares, em jato e progressivos, que geralmente começam entre 2 e 8 semanas de vida, levando a desidratação, perda de peso e constipação intestinal.
A perda repetida de suco gástrico ácido através dos vômitos resulta na perda de íons hidrogênio e cloreto, levando à alcalose metabólica e hipocloremia. A hipovolemia secundária ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, causando hipopotassemia.
O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia abdominal, que demonstra o espessamento e alongamento do piloro. A palpação de uma 'oliva pilórica' no exame físico é patognomônica, mas nem sempre presente.
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