UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Sobre a estenose hipertrófica do piloro, é correto afirmar que
Estenose hipertrófica do piloro → vômitos NÃO biliosos em jato + US abdominal com alta sensibilidade diagnóstica.
A estenose hipertrófica do piloro é caracterizada por vômitos em jato, não biliosos, pois a obstrução é proximal à ampola de Vater. A ultrassonografia abdominal é o método de escolha para o diagnóstico, apresentando alta sensibilidade e especificidade ao identificar o espessamento do piloro.
A estenose hipertrófica do piloro é uma das causas mais comuns de obstrução gástrica em lactentes, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que impede a passagem do alimento do estômago para o duodeno. Geralmente se manifesta entre a segunda e a oitava semana de vida, sendo mais comum em primogênitos do sexo masculino. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações graves como desidratação e desequilíbrio eletrolítico. O quadro clínico é dominado por vômitos em jato, que são progressivos e não biliosos, levando à perda de peso e desidratação. A palpação de uma massa epigástrica ("oliva pilórica") é patognomônica, mas nem sempre presente. O diagnóstico é confirmado pela ultrassonografia abdominal, que possui alta sensibilidade e especificidade, demonstrando o espessamento do músculo pilórico e o alongamento do canal pilórico. Exames laboratoriais tipicamente revelam alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia devido à perda de ácido clorídrico e potássio nos vômitos. O tratamento é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal do músculo pilórico, sem perfurar a mucosa. Embora seja uma urgência cirúrgica, não é uma emergência, e a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e da desidratação no pré-operatório é fundamental para a segurança do procedimento e para um bom prognóstico. A recuperação pós-operatória é geralmente rápida e com excelentes resultados.
Os sintomas clássicos incluem vômitos em jato, não biliosos, que geralmente começam entre 2 e 8 semanas de vida, perda de peso, desidratação e, ocasionalmente, uma massa palpável no epigástrio ("oliva pilórica").
Os vômitos não são biliosos porque a obstrução ocorre no piloro, que está localizado antes da entrada do ducto biliar (ampola de Vater) no duodeno. Assim, a bile não consegue retornar ao estômago para ser vomitada.
A correção dos distúrbios hidroeletrolíticos, principalmente a alcalose metabólica hipoclorêmica e a desidratação, é fundamental no pré-operatório para otimizar as condições do paciente e reduzir os riscos anestésicos e cirúrgicos, transformando a urgência em uma cirurgia eletiva segura.
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