Estenose Hipertrófica de Piloro: Diagnóstico em Lactentes

Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020

Enunciado

Recém-nascido, do sexo masculino, na terceira semana de vida, começou apresentar vômitos não-biliosos em jato e irritabilidade, mas sem recusa ao seio materno. Mãe nega febre e não apresenta outras queixas. Ao exame físico, constatou-se perda ponderal (300g do peso do nascimento) e visualização de ondas de Kussmaul, orientadas do quadrante superior esquerdo para o direito, além de pequena tumoração próxima ao umbigo. Baseado nas informações, qual a hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Refluxo gastro-esofágico
  2. B) Intussuscepção intestinal.
  3. C) Estenose hipertrófica de piloro
  4. D) Hérnia umbilical

Pérola Clínica

RN 3 semanas + vômitos em jato não-biliosos + perda ponderal + 'oliva' epigástrica → Estenose Hipertrófica de Piloro.

Resumo-Chave

A estenose hipertrófica de piloro é uma causa comum de obstrução gástrica em lactentes jovens, tipicamente entre 2 e 8 semanas de vida. Os sintomas clássicos incluem vômitos não-biliosos em jato, que levam à desidratação e perda ponderal. A palpação de uma massa em forma de 'oliva' no epigástrio é patognomônica, e as ondas peristálticas visíveis (ondas de Kussmaul) são um sinal importante.

Contexto Educacional

A estenose hipertrófica de piloro (EHP) é uma das causas mais comuns de obstrução do trato gastrointestinal superior em lactentes, tipicamente manifestando-se entre a 2ª e a 8ª semana de vida. É mais frequente em primogênitos do sexo masculino. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é crucial para evitar desidratação grave e distúrbios eletrolíticos. A EHP é caracterizada pela hipertrofia e hiperplasia das camadas musculares do piloro, resultando em um estreitamento do lúmen e obstrução da saída gástrica. Os sintomas clássicos incluem vômitos não-biliosos, pós-prandiais e em jato, que progridem em frequência e intensidade. A irritabilidade, perda ponderal e desidratação são consequências. Ao exame físico, podem-se observar ondas peristálticas gástricas visíveis (ondas de Kussmaul) e, em casos clássicos, palpar uma massa firme e móvel em forma de 'oliva' no epigástrio direito. O diagnóstico é primariamente clínico e confirmado por ultrassonografia abdominal. O tratamento é cirúrgico, a piloromiotomia de Ramstedt, que é curativa. Antes da cirurgia, é fundamental corrigir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos, especialmente a alcalose metabólica hipoclorêmica e a hipocalemia, para garantir a segurança do procedimento.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados laboratoriais esperados na estenose hipertrófica de piloro?

Devido aos vômitos persistentes e perda de ácido clorídrico, é comum encontrar alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalemia.

Como é feito o diagnóstico por imagem da estenose hipertrófica de piloro?

A ultrassonografia abdominal é o método diagnóstico de escolha, mostrando o espessamento da parede pilórica (>3-4 mm) e o alongamento do canal pilórico (>14-17 mm), além da ausência de passagem de conteúdo gástrico.

Qual o tratamento definitivo para a estenose hipertrófica de piloro?

O tratamento definitivo é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal da camada muscular do piloro, preservando a mucosa, para aliviar a obstrução.

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