Estenose Hipertrófica do Piloro: Diagnóstico e Manejo Pediátrico

PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Em relação às doenças pediátricas, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A estenose hipertrófica do piloro é mais frequente no sexo masculino e os sintomas usualmente têm início com 3 a 6 semanas de vida.
  2. B) A hipospádia apresenta incidência rara e que diminuiu nos últimos 50 anos. A postectomia associada ao tratamento hormonal para as lesões distais é uma alternativa para crianças com menos de seis meses.
  3. C) O câncer de testículo não tem relação comprovada com a criptorquidia.
  4. D) As hérnias umbilicais e inguinais não apresentam possibilidade de fechamento com o crescimento e, para evitar o encarceramento e o estrangulamento, devem ser operadas o mais breve possível.
  5. E) A incidência de hérnias inguinais não tem relação com o sexo, prematuridade ou lateralidade.

Pérola Clínica

EHP: mais comum em meninos, vômitos não biliosos 3-6 semanas, massa epigástrica palpável.

Resumo-Chave

A estenose hipertrófica do piloro é uma causa comum de vômitos não biliosos em lactentes jovens, tipicamente entre 3 e 6 semanas de vida. A apresentação clássica inclui vômitos em jato e uma massa palpável no epigástrio ("oliva pilórica"), sendo mais prevalente no sexo masculino.

Contexto Educacional

A Estenose Hipertrófica do Piloro (EHP) é uma condição pediátrica comum, caracterizada pelo espessamento do músculo pilórico, que obstrui a saída gástrica. Afeta predominantemente lactentes do sexo masculino, com uma incidência de 2 a 4 por 1000 nascidos vivos, e é uma importante causa de vômitos em jato não biliosos, exigindo atenção diagnóstica e terapêutica. A fisiopatologia envolve hipertrofia e hiperplasia das camadas musculares do piloro, levando a um estreitamento do lúmen. O diagnóstico é primariamente clínico, com a palpação da "oliva pilórica" no epigástrio, e confirmado por ultrassonografia abdominal, que demonstra o espessamento do piloro. A suspeita deve surgir em lactentes com vômitos progressivos, desidratação e alcalose metabólica. O tratamento da EHP é cirúrgico, por meio da piloromiotomia de Ramstedt, que possui alta taxa de sucesso. Antes da cirurgia, é crucial corrigir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos, especialmente a alcalose metabólica hipoclorêmica, para minimizar riscos anestésicos e operatórios. O prognóstico pós-operatório é excelente, com resolução completa dos sintomas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da estenose hipertrófica do piloro?

Os sinais incluem vômitos em jato não biliosos, geralmente entre 3 e 6 semanas de vida, perda de peso e desidratação. Ao exame, pode-se palpar uma massa epigástrica ("oliva pilórica").

Qual o tratamento definitivo para a estenose hipertrófica do piloro?

O tratamento definitivo é cirúrgico, através da piloromiotomia de Ramstedt, que consiste na incisão longitudinal da camada muscular do piloro, preservando a mucosa.

Qual a complicação metabólica mais comum na estenose hipertrófica do piloro?

A complicação metabólica mais comum é a alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica, devido à perda de ácido clorídrico e potássio pelos vômitos.

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